quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Comércio exterior

EUA confirmam aplicação de nova tarifa a produtos do Brasil

Atualizado em: 16 de July de 2026 às 9:58
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos fez o anúncio na noite desta quarta-feira. Brasil pode negociar retirada ou aplicar Lei da Reciprocidade

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou na noite desta quarta-feira, 15, que aplicará nova tarifa de 25% a produtos do Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

Representantes do USTR sinalizaram que publicarão detalhes e uma lista oficializando os produtos que serão afetados no Federal Register, uma espécie de Diário Oficial, nas próximas horas.

A Seção 301 é um mecanismo que permite ao USTR investigar e retaliar países cujas políticas sejam consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.

No início de junho, o USTR divulgou a recomendação de sobretaxas a produtos brasileiros com base na Seção 301, acusando o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico – como o Pix -, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.

O governo dos EUA também se queixa de benefícios dados pelo Brasil a parceiros comerciais como Índia e México, sem conceder os mesmos termos a produtos americanos, o que cria condições desvantajosas.

Impacto

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avalia que o impacto macroeconômico esperado das novas tarifas americanas sobre a economia brasileira permanece reduzido.

“As exportações mostraram resiliência mesmo após a elevação tarifária de agosto de 2025, com recuperação gradual desde novembro. Como o mercado americano respondeu por cerca de 11% das exportações brasileiras em 2025, equivalentes a menos de 2% do PIB antes do choque, e o redirecionamento das vendas para outros destinos compensou parte relevante da perda, o efeito direto sobre a atividade foi limitado e tende a continuar desta forma”, diz a pasta, em documento do Boletim Macrofiscal de julho, divulgado há pouco.

A secretaria destaca que as medidas anunciadas pelos EUA em junho de 2026, agora confirmadas, preveem exceções para diversos produtos, o que tende a manter o impacto agregado modesto. “Soma-se a isso o conjunto de ações implementadas desde o ano passado em apoio aos setores mais expostos, com foco em crédito, liquidez e diversificação de mercados, que deve auxiliar a mitigar os efeitos setoriais remanescentes”, completa a SPE.

Abrangência

A alíquota tende a ser fixada em 25%, atingindo aproximadamente 21% das exportações nacionais, com a expectativa de uma lista de exclusão para produtos que afetam a inflação americana. A avaliação é compartilhada entre integrantes do governo e representantes do setor privado.

Em seu relatório preliminar, em 1º de junho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sugeriu a aplicação da tarifa sobre os produtos importados brasileiros, no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana. 

O USTR também recomendou uma lista de exclusões a produtos básicos do consumo americano, como aeronaves, produtos agropecuários e insumos industriais.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os EUA caíram 13,0% e atingiram US$ 17,428 bilhões. As importações caíram 12,5% e totalizaram US$ 18,950 bilhões. 

Dessa forma, a balança comercial brasileiro com este país apresentou déficit de US$ 1,522 bilhão no acumulado de 2026.

Reciprocidade

Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula discutem duas opções: usar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos e elevar o tom do conflito, ou seguir nas negociações diplomáticas feitas desde o início da investida do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, em julho de 2025, para tentar desfazer a nova taxação.

Antes mesmo da confirmação por parte dos EUA, Dario Durigan ainda tinha um pouco de esperança de que a aplicação de uma nova rodada de tarifas pudesse ser evitada. Ele disse, entretanto, que o Brasil tem como se proteger e se fazer ser respeitado.

“Não considero inevitável, preciso ter confirmação, até porque a gente tem razão”, disse a jornalistas na portaria do Ministério da Fazenda, em Brasília, quando o governo americano ainda não tinha confirmado a aplicação das taxas.

Durigan disse considerar lamentável que o Brasil seja punido mesmo tendo déficit comercial com os EUA e repetiu que, se necessário, o governo pode retomar o processo de reciprocidade por causa das tarifas.

“O que a gente tem de reciprocidade é um amplo consenso de País, não é do governo. O País vai se proteger, vai se fazer ser respeitado, desde que a gente confirme e tenha cuidado nos próximos passos”, completou.

Compartilhe:
TAGS EUA lei da reciprocidade PIB SPE Tarifa
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten