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Comércio exterior

Exportações aos EUA sobem 12,1% em agosto, mas volume recua

Atualizado em: 7 de September de 2026 às 10:58
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Alta foi sustentada principalmente pelo aumento de 8,6% nos preços médios dos produtos brasileiros vendidos ao país

As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 3,19 bilhões em agosto, alta de 12,1% em relação ao mesmo mês de 2025. O crescimento ocorreu no primeiro mês de vigência das novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e foi sustentado principalmente pelo aumento dos preços médios dos produtos exportados.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o preço médio das exportações brasileiras para os EUA subiu 8,6% em agosto. Em contrapartida, o volume embarcado caiu 3,1% na comparação anual. “Esse aumento das exportações brasileiras no mês está calcado pelo crescimento de preços da exportação para os Estados Unidos, de 8,6%”, afirmou Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC.

Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado estão aeronaves e equipamentos, carne bovina, produtos de ferro e aço, cal, cimento, materiais de construção, tubos de ferro ou aço, celulose e café. Aeronaves e carne bovina estão entre os produtos que ficaram fora das novas tarifas norte-americanas.

Resultado no ano

Apesar da alta em agosto, o comércio com os Estados Unidos apresenta queda no acumulado de 2026. Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras para o país recuaram 13,6% em volume e 9,7% em valor, para US$ 24,1 bilhões.

No mesmo período, as importações de produtos norte-americanos caíram 8,6%, para US$ 27,3 bilhões. Com isso, o Brasil acumulou déficit comercial de US$ 3,21 bilhões com os Estados Unidos.

Somente em agosto, as importações cresceram 1,1%, para US$ 4,01 bilhões, resultando em déficit de US$ 824 milhões no comércio bilateral.

Para Brandão, as oscilações refletem as diferentes interferências sobre as relações comerciais entre os dois países. “Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo”, afirmou. Segundo o diretor, pouco mais de 20% do comércio brasileiro com os EUA foi afetado pelas tarifas.

Exportações para a União Europeia avançam

Enquanto as vendas aos Estados Unidos oscilaram, as exportações brasileiras para a União Europeia tiveram forte crescimento em agosto. Foram US$ 5,82 bilhões, alta de 46,4% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume embarcado aumentou 30,3%.

Entre os principais produtos vendidos ao bloco estão petróleo, cobre, soja, óleos combustíveis, café, tabaco e carne bovina.

Segundo Brandão, o resultado é influenciado pela competitividade dos produtos brasileiros, pela demanda internacional e pelas condições de mercado. Ele também citou possíveis efeitos do acordo entre Mercosul e União Europeia.

Balança comercial

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,39 bilhões em agosto, crescimento de 23,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

Entre os principais parceiros comerciais, os Estados Unidos foram o único país a gerar déficit para o Brasil no mês, de US$ 824 milhões.

No acumulado de janeiro a agosto, o Brasil registra superávit comercial de US$ 55,32 bilhões, alta de 28,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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