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Internacional

FAB e Embraer enviam especialistas ao Cazaquistão após queda de avião

Atualizado em: 27 de December de 2024 às 17:14
Alexandre Fernandes Enviar e-mail para o Autor

Apoio técnico brasileiro busca esclarecer tragédia com 38 mortos. Suspeitas envolvem míssil do sistema de defesa russo

A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer estão colaborando com as investigações da queda de um avião Embraer E190 no Cazaquistão, ocorrida na quarta-feira (25). A aeronave, operada pela Azerbaijan Airlines, caiu perto da cidade de Aktau, resultando na morte de 38 das 67 pessoas a bordo.

A FAB destacou três especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para apoiar os trabalhos, em conformidade com o Anexo 13 da Convenção sobre Aviação Civil Internacional.

Já o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, se pronunciou na quinta-feira (26). Por meio de nota publicada na rede social LinkedIn, informou que a fabricante do modelo E190, envolvido no acidente, enviou uma equipe técnica ao local e declarou compromisso em prestar assistência às autoridades.

“Estamos chocados com a notícia, pois a segurança é a nossa maior prioridade. Em resposta, enviamos imediatamente uma equipe de especialistas ao local para prestar assistência técnica na investigação. Continuamos totalmente empenhados em apoiar as autoridades competentes”, diz um trecho da nota.

Em outro trecho, Gomes Neto expressou, em nome da companhia, as “mais sinceras condolências a todos os afetados por este doloroso acontecimento”.  

Enquanto isso, novas informações indicam que a queda do avião pode ter sido provocada por um míssil do sistema de defesa russo Pantsir-S. Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, o disparo ocorreu em um contexto de alerta militar na região, envolvendo o sobrevoo de drones ucranianos próximo ao sul da Rússia.

As fontes, que incluem integrantes das investigações realizadas pelo Azerbaijão e um oficial do governo dos Estados Unidos, afirmam que a aeronave foi confundida com um drone e atingida acidentalmente. Além do impacto direto, sistemas de guerra eletrônica teriam interferido no GPS do avião, causando instabilidade durante sua aproximação a Grozny, na Chechênia.

Imagens divulgadas mostram danos na cauda do avião, e registros de voo indicam oscilação de altitude por mais de uma hora antes da queda. No entanto, os governos do Cazaquistão, Azerbaijão e Rússia ainda não confirmaram essas informações oficialmente.

Até agora, as versões oficiais permanecem divergentes. A Rússia inicialmente sugeriu que a queda poderia ter sido causada por choque com pássaros ou condições meteorológicas adversas, como forte neblina.

Questionado sobre a possibilidade de um ataque acidental, o vice-primeiro-ministro do Cazaquistão declarou que seu governo “não confirma nem nega” a hipótese. Já o Kremlin informou que só comentará após a conclusão de sua própria investigação.

O chefe do Parlamento do Cazaquistão, Ashimbayev Maulen, garantiu que nenhuma das nações envolvidas irá ocultar informações sobre o caso, prometendo total transparência na apuração das causas do acidente.

No local do acidente

No Cazaquistão, equipes de resgate prosseguem com os trabalhos de desmontagem das estruturas do avião. Em nota publicada na quinta-feira, o Ministério de Emergências do país informa que foram mobilizadas 306 pessoas, 101 unidades de equipamentos, duas aeronaves e seis equipes caninas. Os esforços contam com apoio dos ministérios de Emergências, Interior, Defesa e Guarda Nacional, bem como serviços médicos e de combate a incêndios.

Até agora, 29 pessoas foram resgatadas com vida e encaminhadas a hospitais de Aktau, incluindo três menores. Foram encontrados 38 corpos, sendo seis cidadãos cazaques e três membros da tripulação. Sete vítimas já foram identificadas, e equipes continuam coletando informações para identificar os demais corpos.

Ainda de acordo com a nota, por volta das 11h30 do dia 25 (2h30 no horário de Brasília), a aeronave caiu a 3 km do aeroporto de Aktau. O impacto causou graves danos estruturais, dificultando as operações de resgate.

A caixa-preta da aeronave, no entanto, já foi localizada e um esquema de plantão 24 horas foi estabelecido no local para monitorar a área e avançar nas investigações.

Relatórios iniciais indicam que o avião se partiu em dois segmentos transversais após o impacto, deixando os destroços espalhados em uma área de 4.200 metros quadrados. Um incêndio foi registrado próximo à cabine dos pilotos e extinto cerca de meia hora após a chegada dos socorristas.

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TAGS Acidente cazaquistão Embraer FAB
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