Região Nordeste
Fábrica sustentável de fertilizantes é aprovada para ZPE de Parnaíba
Investimento de R$ 221,5 milhões promete gerar 321 empregos e ampliar produção com foco no mercado externo
O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou na quinta-feira (29) um novo projeto industrial sustentável para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba (PI), que vai abrigar uma fábrica de fertilizantes de alto desempenho produzidos a partir de bioinsumos.
A empresa MBF será responsável pelo investimento de R$ 221,5 milhões na nova unidade, com previsão de gerar 321 empregos diretos e alcançar uma receita anual estimada em R$ 1,3 bilhão. Apesar de priorizar o mercado externo, parte da produção será destinada ao consumo interno, com impacto direto no agronegócio nacional, ao oferecer soluções sustentáveis para o setor.
Segundo o governo federal, além de atrair novos investimentos para o Piauí, a iniciativa está alinhada à política de estímulo ao desenvolvimento regional e à nova estratégia industrial do país. “Esse projeto representa não apenas uma conquista para o estado, mas um marco na consolidação de uma indústria mais sustentável, moderna e voltada à exportação”, avaliou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ao qual o CZPE está vinculado.
A reunião do colegiado também aprovou um avanço considerado importante no regime das ZPEs: a inclusão de 70 categorias de serviços autorizadas a operar nessas zonas, em conformidade com as mudanças previstas na nova legislação. O objetivo é ampliar e diversificar a base produtiva voltada à exportação, incluindo atividades de alto valor agregado.

Reunião do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE). Foto: Divulgação/Governo Federal
Entre os novos serviços habilitados estão pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia, química e ciências aplicadas, além de engenharia, desenvolvimento de software, soluções em TI e processamento de dados.
Para se enquadrarem no regime das ZPEs, as empresas de serviços devem apresentar propostas com foco no mercado internacional e alinhamento às diretrizes da Nova Indústria Brasil.