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Fala da primeira-dama, em sua viagem à China, causa constrangimentos no governo
Vazamentos 1
O vazamento de informações sobre uma manifestação da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em sua viagem à China, na semana passada, levou a situações no mínimo constrangedoras envolvendo o primeiro escalão do Governo Federal. Na viagem de retorno, após a bronca do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua equipe, sobre a divulgação de detalhes do jantar com o presidente da China, Xi Jinping, quando Janja criticou a rede social chinesa Tik Tok, vários ministros apresentaram seus celulares ao petista, para que ele pudesse comprovar que não passaram detalhes à imprensa. Desconfortável com a situação, Lula se negou a ver os aparelhos.
Vazamentos 2
Entre os ministros que apresentaram seus celulares, estavam Simone Tebet (Planejamento) e Carlos Fávaro (Agricultura). Outros titulares de pastas federais, como Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), afirmaram que nem haviam estado no jantar com o líder chinês. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, apontado como um dos prováveis autores do vazamento, permaneceu em silêncio.
Projeto Bamin 1
O consórcio formado pela Vale, ao lado do Grupo Cedro Participações e da BNDESPar, não deve participar do projeto da Bahia Mineração (Bamin) que prevê a exploração de uma mina de ferro com capacidade para 26 milhões de toneladas por ano, além da construção do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e de um porto em Ilhéus. A Vale e seus parceiros analisaram os números do projeto, que demanda investimentos de US$ 5,5 bilhões, e concluíram que não teria retorno.
Projeto Bamin 2
O empreendimento, defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (ex-governador da Bahia), agora precisa de um novo sócio investidor. Alternativas já são estudadas pela equipe do Palácio do Planalto.
Sob nova direção 1
O Grupo Ultra passou a controlar, na prática, a Hidrovias do Brasil. A holding, proprietária da operadora portuária Ultracargo, da Ultragaz e da rede de postos Ipiranga, detinha 40% do capital da companhia, mas conseguiu ampliar essa participação para mais de 50% a partir de operações na bolsa nos últimos meses.
Sob nova direção 2
Como resultado desse controle, o Grupo Ultra decidiu nomear um novo CEO para a Hidrovias do Brasil. O escolhido foi Décio Amaral, que estava à frente da Ultracargo nos últimos cinco anos. Ele substitui Fábio Schettino, que estava no comando da Hidrovias há mais de dez anos. A troca será oficializada no próximo dia 1 de junho.