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Flávio Bolsonaro ajusta estratégia para 2026 e busca distanciamento de Ciro Nogueira sem romper com o Centrão
Flávio e Ciro
A estratégia de Flávio Bolsonaro para 2026 entrou em uma fase de alta sensibilidade, exigindo um equilíbrio fino entre a preservação de sua imagem como pré-candidato à Presidência e a manutenção da governabilidade no Congresso. O senador busca realizar uma “cirurgia política” para se afastar de Ciro Nogueira (PP-PI), cuja imagem foi seriamente comprometida pelas investigações envolvendo o Banco Master, sem implodir as pontes com o Centrão, o bloco que detém as chaves do tempo de TV e da capilaridade partidária no Brasil.
Risco elevado
O distanciamento de Ciro Nogueira representa um risco elevado, dado que o presidente do PP foi o principal articulador da entrada da família Bolsonaro no pragmatismo de Brasília. Para o eleitorado conservador, que ainda preza pela narrativa de combate à corrupção, a proximidade com um aliado sob investigação da Polícia Federal por repasses suspeitos é um flanco aberto difícil de defender. Por outro lado, o Centrão opera sob uma lógica de lealdade e proteção mútua; um descarte considerado “traiçoeiro” ou precipitado por parte de Flávio poderia gerar um efeito bumerangue, resultando em isolamento político dentro do bloco.
A narrativa
Para tentar mitigar os danos, a narrativa adotada pelo clã Bolsonaro tenta redirecionar a crise do Banco Master para o atual governo. Ao afirmar que as irregularidades seriam um problema inerente à gestão Lula — e que teriam apenas se originado em períodos anteriores —, Flávio busca desviar o foco da responsabilidade de seus aliados próximos.
Compra de mineradora sob investigação
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou, nesta segunda-feira (11), um procedimento administrativo para investigar a aquisição da mineradora brasileira Serra Verde Pesquisa e Mineração pela norte-americana USA Rare Earth (USAR). O negócio, avaliado em cerca de US$ 2,8 bilhões, envolve a exploração de uma mina estratégica de terras raras em Minaçu, no norte de Goiás, e coloca sob análise a formação de uma gigante global com operações integradas em quatro países: Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido.
A fusão
O objetivo da investigação, tecnicamente denominada Apac (Ato de Concentração), é determinar se a fusão deveria ter sido previamente notificada ao órgão regulador para evitar a concentração excessiva de mercado. O Cade monitora essas movimentações para garantir a livre concorrência, especialmente em setores sensíveis.