Portos
Fracht Log movimenta 87,4 mil toneladas no primeiro ano no Pecém
Terminal operou cargas secas, resfriadas e congeladas entre setembro de 2025 e agosto de 2026
A Fracht Log movimentou cerca de 87,4 mil toneladas de cargas secas, resfriadas e congeladas durante o primeiro ano de operação no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no litoral oeste do Ceará. O volume equivale a mais da metade da capacidade anual do terminal, de 174 mil toneladas. Já a ocupação da estrutura destinada a cargas resfriadas e congeladas chegou a 84%, considerando a capacidade de 60 mil toneladas por ano.
O terminal começou a operar em setembro de 2025, após investimento de R$ 120 milhões do Grupo Fracht. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 50% das cargas movimentadas foram de importação, 30% corresponderam à armazenagem de cargas nacionais com serviços de cabotagem e 20% foram destinadas à exportação.
Nas exportações, a maior parte das operações ocorreu por meio de crossdocking, sistema em que a carga chega ao terminal e é encaminhada para outro destino sem permanecer armazenada por um período prolongado.

Importação e exportação
Entre os principais produtos importados estiveram utensílios domésticos, como malas, pratos, xícaras, talheres e tapetes, além de pescados congelados, principalmente sardinha, e equipamentos eletrônicos destinados a projetos de Data Centers. China, Marrocos e Estados Unidos estiveram entre as principais origens.
Nas exportações, os destaques foram açaí, cera de carnaúba e suplementos alimentares. Portugal, Estados Unidos e Coreia do Sul foram os principais destinos.
Segundo Thiago Abreu, diretor-geral da Fracht Log, as áreas destinadas às cargas resfriadas e congeladas chegaram a 8.070 posições ocupadas em momentos de pico, de um total de 12.500 posições-palete disponíveis. O armazenamento de cargas secas também está entre as operações do terminal. “O nosso desafio comercial agora é elevar a ocupação desse pátio externo que possui 65 mil m² de área”, afirmou Abreu.
Ao longo do primeiro ano, cerca de 70 clientes utilizaram o terminal. A operação recebeu, em média, sete carretas por dia, totalizando aproximadamente 1.848 veículos no período.
Para o segundo ano de operação, a empresa pretende ampliar a utilização do pátio externo com a instalação de galpões lonados para cargas de longa permanência.
“Nas demais áreas seguiremos com atendimento focado em cargas de giro, com a previsão de atendermos a ampliação de plantas industriais de outras empresas no Complexo do Pecém, o que inclui outros projetos de Data Center que virão para região”, afirmou Abreu.