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Rodovias

Frete rodoviário sobe 8,39% em abril com pressão do diesel e nova tabela da ANTT

Atualizado em: 25 de May de 2026 às 10:25
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Alta do combustível, atualização dos pisos mínimos de frete e demanda aquecida da indústria e do agronegócio elevaram o valor médio por quilômetro rodado para R$ 8,66

O preço médio do frete por quilômetro rodado fechou em R$ 8,66 em abril, frente aos R$ 7,99 registrados no mês anterior, um aumento de 8,39%. Os dados são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), com base em dados da plataforma Repom.

Um dos principais fatores por trás da elevação no período foi a contínua pressão sobre o preço do diesel, reflexo direto das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre a cadeia de abastecimento de petróleo.

De acordo com o IFR, além da pressão dos combustíveis, o repasse de custos foi impulsionado pelo impacto regulatório. A atualização dos coeficientes de cálculo dos pisos mínimos de frete da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que entrou em vigor na metade de março, refletiu de forma integral no “mês cheio” de abril, pressionando a média de preços da tabela para cima.

Do lado da demanda, a forte atividade econômica em setores-chave garantiu a sustentação e absorção desses repasses no valor do frete. O agronegócio brasileiro ampliou a capilaridade, exportando 29 produtos diferentes para nove países, segundo o Ministério da Agricultura.

Paralelamente, o aquecimento também transpareceu na indústria nacional: o Índice de Gerentes de Compras (PMI), da S&P Global, saltou de 49,0 em março para 52,6 em abril, o nível mais alto em 14 meses. Esse cenário combinado manteve a demanda por transporte rodoviário de cargas aquecido.

De acordo como o diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, o avanço expressivo do frete em abril é a culminação de fatores estruturais e conjunturais. De um lado, o impacto direto das tensões internacionais sobre o petróleo e o repasse integral do novo piso da ANTT.

“Por outro, temos um cenário em que a indústria atinge o maior nível em 14 meses e o agronegócio diversifica suas exportações, trazendo forte dinamismo à economia brasileira e absorvendo essa elevação de custos logísticos. Para maio, o mercado deve observar de perto os desdobramentos geopolíticos e possíveis acordos de paz podem aliviar a pressão sobre os combustíveis”, analisou.

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