HUB
Fundo de Transição Energética pode se tornar modelo global, diz ministro
Modelo global
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nessa segunda-feira, dia 10, que o Fundo de Transição Energética, atualmente em fase de estudo, poderá se tornar um modelo global de financiamento para ações de sustentabilidade e descarbonização. A proposta será levada para debate em dezembro, durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deve aprovar a criação de um grupo de trabalho para estruturar o novo fundo. A ideia é que o mecanismo seja abastecido com recursos oriundos da exploração de petróleo e da mineração, com foco na compensação de emissões.
Exemplo para o mundo
“O que nós precisamos agora é dar exemplo para o mundo, com mais ações práticas. O fundo de transição energética pode ser uma possibilidade de achar uma governança para a transição energética global. Seria um exemplo para o mundo, de se ter recursos advindos de fontes não renováveis”, declarou Silveira..
Fontes não renováveis
Alexandre Silveira defende a criação de um fundo específico, com governança independente, para ações climáticas e de transição energética. Atualmente, o principal instrumento de gestão dos recursos do pré-sal é o Fundo Social, voltado ao desenvolvimento social em áreas como educação, saúde e ciência. “Qualquer exploração de fontes não renováveis — seja de petróleo, minerais críticos ou estratégicos — pode ser uma grande fonte de receita para acelerar a transição no mundo. O Brasil pode dar exemplo ao criar esse fundo”, afirmou o ministro.
ATP na COP30
A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que representa 72 portos privados responsáveis por cerca de 60% da movimentação portuária do Brasil, participará de cinco painéis na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima COP30), em Belém (PA). A conferência começou nessa segunda-feira, dia 10, e se estenderá até o dia 21. A participação da ATP visa ampliar o debate entre setor produtivo, governo e sociedade sobre desafios e soluções para a descarbonização e a transição energética no País.
Painéis
Entre os painéis que terão a participação de executivos da ATP, estão o “Mulheres que movem a Amazônia – liderança e território” e “Descarbonização nos modos de transporte”, que serão moderados pela diretora-executiva da associação, Gabriela Costa. Já o presidente da ATP, Murillo Barbosa, estará nos seguintes paineis: “Diálogos hidroviários”, “Diagnóstico de Sustentabilidade: portuário, navegação e aeroportuário”, “A inovação como indutora da transição energética” e “O painel dos terminais na descarbonização e o financiamento dos projetos sustentáveis” – esses dois últimos moderados por ele.