Região Norte
Gnova inicia operação ferroviária com a VLI para escoar grãos
Nova rota conecta o Vale do Araguaia ao porto de São Luís (MA) pela Ferrovia Norte-Sul, reforçando a malha logística da região
A Gnova Grains anunciou uma parceria com a VLI para o escoamento de grãos pelo centro-norte do Brasil. A partir da primeira semana de agosto, a empresa passará a operar pelo Terminal Integrador de Palmeirante (TIPA), no Tocantins, utilizando o Tramo Norte da Ferrovia Norte-Sul (FNS) como corredor logístico até o porto de São Luís, no Maranhão.
A operação representa um avanço na estratégia da Gnova para ampliar sua presença na região e melhorar a eficiência no transporte de grãos, especialmente soja e milho, com destino à exportação.
“Essa conexão integra o Vale do Araguaia, no Mato Grosso, com o porto de São Luís. Estamos falando de aproximadamente dois mil quilômetros de distância, e essa parceria viabiliza um corredor logístico extremamente eficiente e estratégico”, afirma o CEO da Gnova, Ronan Giuliangelli.
A escolha pela ferrovia acompanha o crescimento da produção agrícola no Vale do Araguaia e em regiões vizinhas, que vêm se destacando nacionalmente pela disponibilidade de terras agricultáveis e infraestrutura em desenvolvimento. Com a nova rota, a empresa busca oferecer mais previsibilidade, reduzir custos logísticos e ampliar sua atuação no escoamento de safras.
O Terminal Integrador de Palmeirante, operado pela VLI, é considerado um dos mais modernos do país e será o ponto de embarque da nova operação. A companhia opera mais de 10 mil quilômetros de ferrovias e portos como os de São Luís (MA) e Santos (SP), além de terminais multimodais.
Enquanto expande sua atuação no norte, a Gnova também mantém operações no sul do Brasil, em parceria com a Rumo Logística, para o transporte de grãos até os portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC). Segundo a empresa, as duas operações são complementares e integram a malha logística que atende produtores e revendas em diferentes regiões.
Estudo recente da Fundação Dom Cabral indica que 27% do transporte de cargas no Brasil já é feito por ferrovia, e o setor agropecuário é um dos principais usuários dessa malha. A Ferrovia Norte-Sul é apontada como peça central dessa integração nacional.
“A ferrovia é vital para o agro brasileiro. Esperamos ver uma malha cada vez mais ampla, cobrindo regiões que ainda dependem apenas do transporte rodoviário”, diz Giuliangelli.
A operação da Gnova com a VLI começa oficialmente em agosto, com expectativa de alta nos volumes embarcados e de continuidade da parceria nos próximos anos.