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Governo aposta no fim da “taxa das blusinhas” para tentar recuperar popularidade antes das eleições

Atualizado em: 11 de May de 2026 às 10:13
Leopoldo Figueiredo Enviar e-mail para o Autor

A política e a taxa das blusinhas

O Palácio do Planalto articula uma manobra de emergência para tentar reverter a queda de popularidade do governo antes das eleições de outubro, elegendo o fim da “taxa das blusinhas” como prioridade máxima. A Secretaria de Comunicação Social identifica que a taxação de compras internacionais de até US$ 50 gerou um desgaste profundo com o eleitorado jovem e feminino, segmentos fundamentais para a base de apoio de Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a estratégia enfrenta barreiras internas e políticas: enquanto o Ministério da Fazenda já conduz estudos técnicos para viabilizar a isenção, o comando da Câmara dos Deputados, liderado por Hugo Motta, ainda não foi formalmente consultado, o que pode levar a mais um revés legislativo caso o governo tente atropelar o rito parlamentar.

Sem consenso

Dentro do próprio Executivo, a medida não é consensual e expõe divisões na equipe ministerial. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que mantém forte interlocução com o setor industrial nacional, posiciona-se de forma contrária à extinção da taxa. Para Alckmin e para o lobby varejista brasileiro, a manutenção do imposto é uma questão de isonomia tributária frente aos gigantes do e-commerce asiático. Esse impasse coloca Lula em um dilema entre atender ao apelo popular de curto prazo para salvar as eleições ou manter o apoio de setores produtivos que temem a concorrência externa desleal.

Navio liberado

A travessia do navio graneleiro MDL Toofan  pelo Estreito de Ormuz nesse domingo  ganhou destaque, diante do bloqueio sistemático da região pelas forças iranianas desde fevereiro. O navio, que carrega bandeira do Panamá e partiu da Arábia Saudita, tem como destino final o porto de Rio Grande (RS), no Brasil.

Condição 

No dia 4 de maio, o MDL Toofan já havia tentado realizar a passagem, mas foi interceptado e impedido pelas forças da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). A liberação ocorrida agora, segundo a agência estatal iraniana Tasnim, foi condicionada ao cumprimento estrito de uma rota de navegação determinada por Teerã, sinalizando que o Irã mantém o controle absoluto sobre quem entra e sai do Golfo Pérsico.

Carga estratégica 

A chegada deste navio ao Rio Grande do Sul é vital para o agronegócio gaúcho. O porto de Rio Grande é um dos principais hubs de recebimento de fertilizantes e escoamento de soja. Qualquer atraso ou apreensão nesta rota impacta diretamente o cronograma de safra e os custos de produção no sul do Brasil.

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