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Infraestrutura

Na China, ministro destaca meta de 60 leilões portuários até 2026

12 de May de 2025 às 18:32
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

No Fórum Brasil-China, Silvio Costa Filho destacou os projetos de infraestrutura portuária, que podem trazer R$ 30 bi

Com a maior carteira de concessões da história em mãos, o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, apresentou a empresários chineses a agenda de projetos previstos para 2025 e 2026 no País no setor portuário e hidroviário. Acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem oficial à China, o ministro participou nesta segunda-feira (12) do Fórum Empresarial Brasil-China, em Pequim.

Em discurso durante a Sessão Ministerial, um dos quatro painéis do evento, Costa Filho ressaltou as relações sólidas comerciais e diplomáticas entre os dois países e afirmou que a meta do Governo Federal é realizar 60 leilões, de 2023 a 2026, e contratar cerca de R$ 30 bilhões em investimentos nos portos brasileiros.

“O Brasil hoje tem uma economia consolidada, com segurança jurídica e institucional para receber grandes investimentos. Estamos com um grande olhar, sob a liderança do presidente Lula, para o setor portuário brasileiro”, afirmou o ministro em seu discurso.

“Será a maior quantidade de leilões da história e com os maiores investimentos”, afirmou o ministro, contrastando com o período anterior ao governo Lula, de 2015 a 2022, quando foram realizados 42 leilões e contratados R$ 6 bilhões em investimentos. Além da Sessão Ministerial, o Fórum contou com outros três painéis: Investimentos e Novas oportunidades de financiamento; Transição energética e sustentabilidade; e Segurança alimentar.

O ministro citou o Programa de Arrendamento Portuário (PAP), que tem o objetivo de modernizar a infraestrutura portuária brasileira e promover o desenvolvimento regional. “Temos o agronegócio como prioridade. E queremos apresentar ao mercado chinês nossa carteira de negócios”, afirmou Costa Filho, lembrando que a China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, respondendo por 28% do total, com predominância de produtos como soja, carne bovina e açúcar.

“O Brasil tem se transformado num grande player internacional e passou a ser a grande janela de oportunidades para investidores. Assim, nossa prioridade tem sido estruturar os nossos portos, para atração de investimentos e fortalecimento de todo o setor produtivo brasileiro”, acrescentou, lembrando que o momento geopolítico pode abrir oportunidades para o Brasil.

TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ

Outra obra de destaque apresentada pelo ministro foi o Túnel Santos-Guarujá, cujo leilão está previsto para agosto deste ano. Com previsão de R$ 6 bilhões, o túnel será o maior investimento em infraestrutura de transportes do Novo PAC. Primeiro túnel submerso da América Latina, o Santos-Guarujá conta com 870m de extensão e 21m de profundidade.

A movimentação de cargas nos portos cresceu em 2024, alcançando 1,3 bilhão de toneladas e a perspectiva é de crescer 2% em 2025. E a movimentação de contêineres nos portos apresentou o melhor resultado da história para o mês de fevereiro. Foram 12,4 milhões de toneladas de contêineres, com crescimento de 9,26% em relação ao mesmo período de 2024.

O ministro ressaltou ainda que a pasta também está desenvolvendo uma agenda para o setor hidroviário, prevendo para os próximos cinco anos seis grandes hidrovias. “É a primeira vez na história que haverá uma agenda para o setor hidroviário, que dialoga com ferrovias e rodovias”, acrescentou.

Costa Filho falou ainda de potenciais parcerias para a aviação, para o turismo de negócios e de lazer. Ele citou o combustível do futuro, o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), sobre o qual foi assinado hoje um Memorando de Entendimento com a Universidade de Aviação Civil da China (CAFUC). “O Brasil pode ser um dos grandes exportadores de SAF nos próximos anos. É uma agenda que dialoga o desenvolvimento da economia brasileira com nossa pauta da sustentabilidade.”

Além do Fórum Empresarial, agenda do ministro prevê reuniões bilaterais com empresas chinesas e autoridades do governo da China.

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TAGS carteira China concenssão
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