Região Norte
Governo autoriza obras da Ponte Binacional entre Brasil e Bolívia
Ligação de 1,22 km sobre o rio Mamoré vai conectar Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerín, substituindo a travessia por balsas
O Governo Federal autorizou na sexta-feira (8) o início das obras da Ponte Binacional que vai ligar Guajará-Mirim, em Rondônia, a Guayaramerín, na Bolívia. A ordem de serviço foi assinada durante cerimônia no Teatro Estadual Palácio das Artes, em Porto Velho, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro dos Transportes, Renan Filho.
“O tempo da espera acabou. E a espera nesse caso foi muito longa. Porque desde 1903, quando o Brasil assinou um tratado de anexação do Acre, estado aqui vizinho, nós assumimos com a Bolívia o compromisso de fazer a integração dos nossos povos, da nossa infraestrutura”, afirmou Renan Filho.
A ponte será construída sobre o rio Mamoré, com 1,22 km de extensão, substituindo a travessia por balsas que hoje conecta as duas cidades. A obra faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e será executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em parceria com o governo boliviano.
O investimento previsto é de R$ 421,398 milhões, incluindo projetos básico e executivo, acessos terrestres e o complexo de fronteira. O Consórcio Mamoré, vencedor da licitação anunciada em julho, será responsável pela execução. O prazo estimado para conclusão varia entre dois anos e meio e três anos.
O evento em Porto Velho contou também com a presença do presidente da Bolívia, Luis Arce; do prefeito da capital rondoniense, Léo Moraes (Podemos); e do vice-governador de Rondônia, Sérgio Gonçalves. O governador do estado, coronel Marcos Rocha (União Brasil), não participou da cerimônia.
“Hoje é um dia muito especial para o povo boliviano, porque torna-se realidade um sonho desejado, que é a construção da ponte que liga Guajará-Mirim a Guayaramerín. Essa obra vai além da infraestrutura, é um símbolo da irmandade entre os nossos povos (tradução livre)”, declarou Luis Arce.