Nacional
Governo lança pacote de obras para impulsionar portos catarinenses
Recursos do PAC e parcerias público-privadas contemplam dragagem, acessos terrestres e planejamento logístico
O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou na terça-feira (23) um pacote de obras e autorizações que somam R$ 436,6 milhões em investimentos para o fortalecimento da infraestrutura portuária de Santa Catarina. As medidas abrangem dragagem, melhorias viárias, manutenção de estruturas e planejamento logístico, com recursos federais e parcerias para ampliar a competitividade do sistema portuário do estado.
De acordo com o ministério, o principal destaque é a assinatura da ordem de serviço para a dragagem da Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul, que receberá mais de R$ 300 milhões no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O prazo previsto para a execução é de dez meses. A obra permitirá o atendimento a embarcações de maior porte, aumentando a competitividade do porto, garantindo segurança à navegação e maior eficiência no fluxo de cargas.
A cerimônia ocorreu no Porto de São Francisco do Sul e contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), do secretário nacional de Portos, Alex Ávila, e do presidente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Frederico Dias.
O ministério destacou que o sistema portuário catarinense tem papel estratégico no comércio exterior, conectando a produção regional e nacional a importantes mercados internacionais. Atualmente, o estado conta com seis portos — três públicos (Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba) e três privados (Itapoá, Portonave e Teporti) — com vocação para contêineres, cargas gerais e granéis.
Segundo Silvio Costa Filho, o setor portuário de Santa Catarina vive um ciclo de expansão. “O estado de Santa Catarina é dos que mais cresce no Brasil. É um novo hub de desenvolvimento para o setor portuário nacional. Hoje nós temos seis portos estratégicos e chegaremos a oito portos nos próximos anos. Isso será fundamental para que a gente possa ampliar as nossas operações do setor portuário aqui no Estado”, afirmou.
O ministro também ressaltou o desempenho da movimentação de cargas. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos apontam que, entre janeiro e julho de 2025, os seis terminais do estado movimentaram 16,8 milhões de toneladas, sendo 10,5 milhões em São Francisco do Sul, 4,2 milhões em Imbituba e 2,1 milhões em Itajaí. “Tivemos um crescimento em mais de 10% no setor. Um crescimento exponencial na operação de contêineres, mais de 20% das operações de contêineres no Brasil passam aqui pelos portos de Santa Catarina”, destacou.
Durante a visita, Silvio Costa Filho fez um sobrevoo na Baía da Babitonga para observar as instalações dos portos de São Francisco do Sul e de Itapoá. “Chegamos na cidade de São Francisco do Sul para o anúncio de um conjunto de investimentos para melhorar a infraestrutura do setor portuário em Santa Catarina. É um estado que cresce muito, gerando emprego, gerando renda, movimentando a economia. Hoje, Santa Catarina tem mais de R$ 20 bilhões de investimentos do PAC, do Governo Federal e só no setor portuário são mais de R$ 10 bilhões em investimentos públicos e privados”, afirmou.
O governador Jorginho Mello destacou o impacto da dragagem para o desenvolvimento econômico da região. “Não tenho dúvida que a iniciativa privada está dando um pontapé decisivo no crescimento e desenvolvimento”, disse.
O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, enfatizou a importância da cooperação institucional. “O mais simbólico de tudo é realmente o elemento da unidade. A união de esforços do Governo Federal, Governo Estadual e agência reguladora para poder chegar num objetivo comum que é trazer o benefício logístico e elevar a qualidade e o nível de serviço dos nossos portos de Santa Catarina”, pontuou.
Para o presidente da Antaq, Frederico Dias, a movimentação portuária do estado é crucial para manter o interesse da iniciativa privada em novos investimentos. “O empresário espera ambiente de negócio sadio, segurança jurídica e as agências reguladoras são importantes para poder preservar esse ambiente. Estamos aqui vendo o melhoramento de acesso aquaviário, o melhoramento dos acessos terrestres e o que a gente precisa é da união do setor privado, com o Governo do Estado, com o Governo Federal para melhorar a vida da população, baratear os produtos, reduzir o custo do Brasil”, afirmou.