Nacional
Governo prepara plano para proteger empregos e buscar novos mercados
Plano do governo inclui medidas financeiras e tributárias, apoio a setores mais atingidos e ampliação de exceções à tarifa dos EUA
Ao comentar as consequências da taxação imposta pelos Estados Unidos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, adiantou que o governo brasileiro está finalizando um plano de proteção ao emprego e à produção nacional, ao mesmo tempo em que reforça a busca por alternativas de mercado e a ampliação da lista de exceções junto aos norte-americanos.
“Estamos fechando um plano. O presidente Lula vai bater o martelo sobre o assunto. Haverá um conjunto de normas para preservar empregos e a produção”, disse. Ele acrescentou que o plano está “praticamente pronto”, embora ainda esteja sob análise, e terá “algum impacto de natureza financeira, creditícia, tributária”.
“Ninguém vai ficar desamparado. Os 35,9% efetivamente atingidos pela tarifa, dos 10% mais 40%, vamos lutar para diminuir. Não damos como assunto encerrado. Negociação mais forte começa agora. Segundo, vamos buscar alternativas de mercado. E terceiro, apoiar setores. Tem pescado muito atingido; mel, frutas, carne bovina e especialmente indústria. Essa é mais difícil de colocar. Tem indústria muito focada naquele mercado”, afirmou.
Ele chamou atenção também para as diferenças no grau de impacto entre os setores. “Às vezes você tem um setor que 90% dele vende para dentro (consumo interno) e exporta 10% apenas. Nesse caso, ele é menos atingido. Agora, você tem também setores que exportam metade da produção. E, dentro dessa metade, 70% é para os Estados Unidos. Ele então é muito atingido”, explicou.
Alckmin afirmou que o governo trabalhará para ampliar a lista de exceções, incluindo outras frutas além da manga, além da carne bovina. “Eles haviam citado a manga, por exemplo. Mas ao que parece esqueceram. Vamos lembrá-los.”
Ele também defendeu a abertura de novos mercados para compensar eventuais perdas e reafirmou a vocação internacional do Brasil como fornecedor de alimentos, energia e soluções climáticas. “O Brasil tem, em números redondos, 2% do PIB do mundo. Então, 98% do comércio está lá fora. Temos de correr atrás na área agrícola. Vale lembrar que abrimos 398 novos mercados. Somos protagonista alimentar, energético e do clima.”