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Governo prevê planos setoriais de transportes até dezembro
Estudos vão detalhar corredores prioritários, gargalos e investimentos nos modais rodoviário, ferroviário e hidroviário para orientar a infraestrutura nacional nas próximas décadas
O Governo Federal se comprometeu a lançar, até o final do ano, os planos setoriais consolidados para os modais rodoviário, ferroviário e hidroviário. O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, George Santoro, nessa quarta-feira, dia 12, durante o evento oficial de lançamento do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), em Brasília. A iniciativa funcionará como um desdobramento do PNL, mapeando corredores logísticos prioritários, gargalos estruturais e projeções de demanda com detalhamento regionalizado.
O objetivo do Ministério dos Transportes é deixar um mapa de bordo técnico aprovado para orientar a alocação de capital público e privado nas próximas décadas, garantindo a transição de governos com projetos já qualificados. “A gente quer entregar esses planos e detalhar regionalmente e nacionalmente cada cronograma desses investimentos. Até dezembro, a gente vai entregar para o próximo governo todos esses pontos prontos e aprovados”, explicou George Santoro.
A entrega dos planos setoriais consolida e conecta as principais frentes de infraestrutura, regulação e fiscalização articuladas pelo Executivo ao longo deste semestre. Esses estudos vão detalhar as obras essenciais para derrubar o custo logístico do Brasil de 15% para a faixa de 6% a 7% do PIB. Para alcançar esse patamar, alinhado aos padrões da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), setor ferroviário precisará saltar para 35% de participação na matriz até 2050.
Ao projetar a demanda hidroviária e rodoviária nacional, os planos setoriais passam a incorporar as contingências exigidas pelo Painel El Niño 2026-2027. Com isso, vão garantir rotas alternativas de escoamento para quando a seca afetar os rios do Norte ou as tempestades paralisarem trechos no Sul do País.
O transporte aéreo de cargas fará parte do escopo formal do PNL a partir de sua próxima revisão periódica, prevista para ocorrer em quatro anos (2030), garantiu o ministro George Santoro. Ao fazer um balanço do estudo, Santoro reconheceu que a movimentação de mercadorias por via aérea permaneceu fora do modelo computacional atual devido à baixa representatividade do modal no volume total de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) capturadas pelas bases de dados do governo. Em contrapartida, destacou como uma vitória inédita do PNL 2050 a inclusão completa do transporte de cabotagem.