Bahia Export
Governo prioriza hidrovias para otimizar logística e reduzir custos de transporte
Rui Costa reforça projetos de integração com ferrovias, investimentos portuários e concessões rodoviárias e aeroportuárias no Bahia Export
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, colocou as hidrovias como uma das apostas centrais do Governo Federal para reduzir custos logísticos e integrar modais de transporte no país. Em entrevista concedida pouco antes de sua participação no Bahia Export, ele detalhou que o Executivo pretende apresentar projetos sobre o tema na COP30, conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, marcada para novembro, em Belém (PA). Segundo ele, o Ministério de Portos e Aeroportos já encaminhou duas propostas à Casa Civil para análise.
“Os projetos estão sendo implementados. Nós temos rios na região Norte que são navegáveis e concessões de hidrovias que já foram feitas”, afirmou.
O ministro acrescentou que a própria Bahia também será contemplada com iniciativas ligadas a hidrovias. “O estaleiro Paraguaçu vai produzir parte dessas balsas que serão utilizadas para transportes na região Norte-Nordeste. E aqui (também tem) a nossa Hidrovia do São Francisco, que nós estamos apostando em retomá-la.”
Rui Costa explicou que a retomada do modal hidroviário se conecta ao planejamento ferroviário nacional. “Ela casa bem com a estratégia de desenvolvimento da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), a ferrovia que vai ligar o Atlântico ao Pacífico.” Segundo ele, a integração entre hidrovias e ferrovias pode reduzir significativamente os custos logísticos. “Você usa a hidrovia para colocar carga dentro da ferrovia, possibilitando que ela chegue ao mar de forma mais barata.”
Ferrovias
Durante a palestra que encerrou o segundo dia da programação do fórum, realizado na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador, Rui Costa destacou os investimentos e projetos em infraestrutura com foco principal na reconstrução da malha ferroviária do país. Entre os projetos citados estão a Transnordestina, a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e o corredor ferroviário bioceânico, em parceria com a China.
“Temos o maior volume de salários pagos no Brasil e, portanto, isso tem trazido investimento não só na indústria de consumo, mas na indústria de base e na infraestrutura. Ano que vem teremos um volume de entregas de ferrovias, como a Transnordestina. Estamos buscando resolver a situação desse projeto que entrou na relação Brasil-China da ligação bioceânica Atlântico-Pacífico pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O Brasil vai reconstruindo a sua infraestrutura ferroviária. Não é possível que um país continental como o nosso tenha sua produção industrial e agrícola carregada por caminhões. Isso não traz competitividade. Se queremos competir e vencer, sejam as tarifas, os preços mais baixos, nós temos que buscar, além de escalas, capacidade produtiva e qualidade, redução do custo de logística de transporte”, afirmou o ministro.
Para a Bahia, Rui Costa afirmou que o Governo Federal trabalha em investimentos a partir da renovação da FCA, reforçando a importância da ferrovia para otimizar a logística local e conectar produção ao mercado.
Além das ferrovias, o ministro pontuou o papel do governo em liderar o maior programa de concessões públicas do país, envolvendo rodovias, portos e aeroportos. “Temos o maior volume de investimentos da área portuária da história do Brasil, através de autorizações para investimentos privados ou de concessões. Vamos ter o maior investimento no sistema de aeroportos, o maior volume de concessões rodoviárias da história”, destacou.