Sudeste Export
Governo quer ampliar conectividade e atrair novas companhias aéreas para o Brasil
Durante participação no Sudeste Export, ministro Tomé Franca destacou planejamento para impulsionar aviação no país
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Governo Federal pretende ampliar a conectividade aérea no Brasil por meio da atração de novas companhias e da integração do mercado de aviação civil da América do Sul. Segundo ele, a estratégia prevê a construção de um mercado único regional, com o objetivo de elevar a concorrência e ampliar a oferta de voos entre os países.
A nova proposta de fortalecer a conectividade da aviação civil no país foi debatida pelo ministro durante sua participação no encerramento do primeiro dia do fórum Sudeste Export, nesta quinta-feira (11), em Vitória (ES).
De acordo com o titular da pasta, a expansão da infraestrutura aeroportuária precisa ser acompanhada pelo aumento da oferta de serviços. A intenção é fazer com que aeroportos que tiveram sua capacidade ampliada possam receber novos voos e conectar um número maior de cidades aos principais hubs do país.
“Estamos construindo, em parceria com autoridades da aviação civil da América do Sul, um mercado único na América do Sul, para que a gente possa atrair companhias aéreas dos países vizinhos, gerar mais competitividade e também gerar maior diversidade de serviços de aviação civil”, afirmou.
O ministro destacou ainda a presença de grandes operadores aeroportuários no país. Atualmente, o Brasil conta com 12 concessionárias de aeroportos, entre grupos internacionais e empresas brasileiras. Para o ministro, o ambiente de concessões contribuiu para a modernização da infraestrutura, mas é necessário avançar também na oferta de transporte aéreo.
Na avaliação do ministro, o número de empresas aéreas que atuam no mercado doméstico ainda é insuficiente diante das dimensões territoriais e populacionais do Brasil. Gol, Azul e Latam são as empresas que operam no país.
“Três companhias aéreas para um país territorial como o Brasil é pouco. Para uma população de 232 milhões, é muito pouco. A gente ainda voa pouco no Brasil”, destacou.
Franca ressaltou que, apesar dos avanços, o Governo Federal busca ampliar o acesso da população ao transporte aéreo. Ele citou os resultados registrados no primeiro semestre de 2026, que alcançaram 65 milhões de passageiros, segundo dados apresentados ao Ministério.
“Nunca se voou tanto no Brasil, mas nós podemos ainda muito mais. Desejamos que mais brasileiros possam ter acesso ao transporte aéreo e desejamos que mais cidades possam ser conectadas através desse tipo de transporte”, declarou.
Outro desafio apontado pelo ministro é a concentração da movimentação aérea em São Paulo. Segundo ele, os três maiores terminais aeroportuários do Estado concentram uma demanda de aproximadamente 90 milhões de passageiros.