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Região Sudeste

Hidrovia Tietê-Paraná recebe R$ 147,7 milhões para obras em SP

Atualizado em: 16 de June de 2025 às 16:09
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Repasse ao Governo do Estado de São Paulo foi feito pela Eletrobras e visa ampliação do canal de navegação

O Governo do Estado de São Paulo recebeu um aporte de R$ 147,7 milhões da Eletrobras para a ampliação do canal de navegação de Nova Avanhandava, no trecho paulista da Hidrovia Tietê-Paraná, em Buritama, região Noroeste do estado. O investimento fortalece a infraestrutura hidroviária voltada ao escoamento da produção e integra a estratégia estadual de desenvolvimento da logística sustentável.

O repasse, referente ao exercício de 2025, foi formalizado por meio de um Termo de Compromisso firmado entre a empresa e o governo estadual, intermediado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). “A ampliação do modal hidroviário é uma diretriz estratégica desta gestão. Trata-se de uma solução de alta eficiência logística, com menor impacto ambiental e forte potencial de geração de valor para a economia estadual”, afirma a secretária Natália Resende.

A alocação dos recursos da Eletrobras é definida pelo Governo Federal. “Trata-se da materialização de uma política pública que alia sustentabilidade, impacto social e cooperação federativa”, afirmou, em nota, a Eletrobras.

Obras e impactos

As intervenções em andamento no canal de navegação de Nova Avanhandava envolvem o desmonte técnico de rochas submersas e a ampliação da calha de navegação, com profundidade final de 3,5 metros e largura de 60 metros, ao longo de 16 quilômetros de extensão. A estimativa é de remoção de 553 mil metros cúbicos de rochas — volume correspondente a aproximadamente 600 piscinas olímpicas. A iniciativa também conta com apoio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

As obras também promovem maior flexibilidade na operação das Usinas Hidrelétricas de Três Irmãos e Ilha Solteira, eliminando conflitos operacionais entre a geração de energia e a navegação fluvial. A intervenção gera aproximadamente 1,4 mil empregos e beneficia, de forma expressiva, os municípios de Buritama, Brejo Alegre e Birigui, além de assegurar navegabilidade contínua, mesmo durante estiagens prolongadas.

Até que o Governo de São Paulo retomasse as obras, em 2023, o processo de desmonte estava paralisado desde 2019, prejuízo que ficou evidenciado durante as crises hídricas de 2014/2015 e de 2021/2022, onde os reservatórios ficaram em seus menores níveis históricos.

Investimento

Com um investimento total de R$ 293 milhões, as obras foram iniciadas em 2023 e vêm sendo executadas pela Semil, por meio da subsecretaria de Logística e Transportes. A captação do novo aporte financeiro é resultado da articulação institucional conduzida pela secretária da pasta, Natalia Resende, e pelo subsecretário de Logística e Transportes, Denis Gerage Amorim.

A previsão é de que, com a finalização das intervenções até 2026, a hidrovia alcance a capacidade de movimentar até 7 milhões de toneladas por ano, assegurando a continuidade da navegação mesmo em períodos de estiagem.

Hidrovia Tietê-Paraná

Com 2.400 quilômetros de vias navegáveis, a Hidrovia Tietê-Paraná é fundamental para a logística do agronegócio, ao conectar regiões produtoras aos portos do Sudeste, com menor emissão de gases de efeito estufa — cerca de 20 milhões de toneladas de CO₂ a menos por ano — e maior eficiência no custo de transporte. São 30 terminais intermodais que integram os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

O trecho paulista da hidrovia compreende 800 quilômetros, com início na região de Mogi das Cruzes e término no município de Pereira Barreto, atravessando cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Salto, Tietê, Barra Bonita, Ibitinga e Buritama.

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TAGS Eletrobras hidrovia obras
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