terça-feira, 06 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Comércio exterior

Infraestrutura e tecnologia avançam para acelerar o comércio exterior

Atualizado em: 13 de July de 2026 às 9:54
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Integração, digitalização e operações especializadas são apontadas como caminhos para ampliar a eficiência logística e acompanhar o crescimento das importações e exportações

A modernização dos processos aduaneiros precisa ser acompanhada por avanços na infraestrutura logística para que o Brasil consiga reduzir custos e aumentar a eficiência das operações de comércio exterior. A avaliação foi compartilhada por representantes da Receita Federal, do setor de transportes e de operadores logísticos durante o 1º Seminário de Integração Logística e Modernização Aduaneira, promovido pela Frenlogi, pelo Instituto Brasil Logística (IBL) e pela SkyPostal, em Brasília.

Presidente do Sistema Transporte, Vander Costa afirmou que a digitalização das operações representa um avanço importante, mas ressaltou que o ganho de eficiência depende também da integração entre os diferentes modais. Segundo ele, a competitividade das exportações e importações passa pela articulação entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

“A CNT (Confederação Nacional do Transporte, entidade que integra o Sistema Transporte) tem defendido muito a multimodalidade. Eu tenho que ter portos eficientes, mas, para ter porto eficiente, tenho que ter ligação com o porto. A safra não nasce no porto, eu preciso fazer com que ela chegue lá”, afirmou.

O dirigente também destacou que a transmissão antecipada de informações e o avanço da nota fiscal eletrônica permitem à Receita Federal manter os controles necessários sem comprometer a agilidade das operações. Para ele, a combinação entre tecnologia e infraestrutura é um dos principais fatores para ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Vander Costa lembrou ainda estudo apresentado pela CNT durante a COP30 que aponta a redução das emissões de gases de efeito estufa com a ampliação da participação dos modais ferroviário e aquaviário na matriz de transportes, reforçando que eficiência logística e sustentabilidade caminham juntas.

A digitalização dos processos também foi destacada pela Receita Federal como uma das principais ferramentas para administrar o crescimento das remessas internacionais. Segundo a chefe da Divisão de Controles Aduaneiros Especiais, a auditora-fiscal Catarine Poggio, a gestão de risco baseada em inteligência artificial e no cruzamento antecipado de informações permite selecionar com maior precisão as cargas que realmente precisam ser fiscalizadas.

“O grande objetivo da gestão de risco é cruzar dados. Quanto mais dados a gente recebe com antecedência, mais fácil fica fazer uma gestão de risco apropriada, selecionar o mínimo possível e manter o fluxo logístico”, afirmou.

Além de aumentar a eficiência da fiscalização, o sistema vem sendo utilizado para identificar mercadorias proibidas, como armas, munições, medicamentos irregulares e equipamentos de uso controlado. Quando são constatadas irregularidades, a Receita atua em conjunto com plataformas de comércio eletrônico para retirar os vendedores responsáveis pelas ofertas.

Exemplo em Viracopos

As discussões também mostraram como parte dessas soluções já está presente na operação dos principais terminais de carga do País. Representantes do Aeroporto Internacional de Viracopos apresentaram a estrutura desenvolvida para atender operações de alto valor agregado, como os segmentos de tecnologia e farmacêutico.

Segundo o diretor de Relações Institucionais de Viracopos, Pedro Viriato Parigot, o terminal concentra cerca de metade do valor das importações brasileiras de produtos de tecnologia e aproximadamente um terço das cargas farmacêuticas. O aeroporto também foi reconhecido, pela segunda vez, como o melhor terminal de cargas do mundo na categoria de até um milhão de toneladas anuais.

Entre os projetos apresentados está o Smart Farma, criado durante a pandemia para acelerar a liberação de vacinas e posteriormente transformado em um fluxo permanente para medicamentos e produtos farmacêuticos. A iniciativa reúne operadores logísticos e órgãos públicos em um processo dedicado para reduzir o tempo de desembaraço e preservar as condições exigidas para esse tipo de carga.

Os participantes do seminário avaliaram que a combinação entre infraestrutura especializada, integração entre os modais de transporte e digitalização dos processos tende a ampliar a eficiência das operações logísticas à medida que o comércio exterior brasileiro continua expandindo seus volumes de carga.

Compartilhe:
TAGS digitalização exportações importações logística
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten