Nacional
Inmetro atualiza selo de eficiência energética e torna regras mais rígidas para refrigeradores
Nova etiqueta elimina subclasses A+, A++ e A+++, adota apenas três níveis de eficiência e facilita a comparação entre modelos mais econômicos
Até o fim de 2026, deixarão de circular refrigeradores menos eficientes no varejo brasileiro. Desde o início do ano passaram a valer novas regras para a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) aplicada aos refrigeradores vendidos no país. As mudanças, previstas nas Portarias do Inmetro nº 332, de 2021, e nº 736, de 2024, têm como objetivo aprimorar a qualidade das informações oferecidas ao consumidor sobre a eficiência energética dos produtos.
As alterações fazem parte do processo contínuo de atualização do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro, que busca tornar a comparação entre equipamentos mais simples e transparente, incentivar a inovação tecnológica e promover o uso mais eficiente de energia no Brasil.
As mudanças previstas pelo Inmetro para a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia dos refrigeradores seguem práticas internacionais e tornam mais rigorosos os limites de consumo de energia. Com as novas regras, modelos que não atendam aos padrões mínimos de eficiência devem sair de circulação.
A nova etiqueta foi desenvolvida para ajudar o consumidor a identificar de forma rápida quais são os modelos mais econômicos, mesmo quando as geladeiras têm tamanhos diferentes, tornando a escolha mais simples e consciente.
Uma das principais alterações é o fim das subclasses A+, A++ e A+++. A classificação passa a ser feita apenas pelas classes A, B e C. Segundo a coordenadora de Regulação e Avaliação de Conformidade do Inmetro, Alessandra Weyandt, a mudança busca tornar a leitura da etiqueta mais clara.

“Atualmente, existe uma subdivisão dentro do grupo A, dividido em subclasses A+, A++ e A+++, mas agora essa classificação muda para A, B e C”, explica.
Na nova escala, a classe A representa os modelos mais eficientes, enquanto a classe C indica os menos eficientes dentro dos padrões permitidos. A simplificação torna a comparação feita pelo consumidor mais direta no momento da compra.
Outra informação essencial presente na etiqueta é o consumo de energia em quilowatt-hora por mês. O dado indica quanto o aparelho consome mensalmente, permitindo uma estimativa do impacto na conta de luz e facilitando a comparação entre modelos semelhantes. A etiqueta também informa a temperatura mínima alcançada pelo equipamento, um detalhe importante para quem avalia desempenho e capacidade de conservação dos alimentos.
As alterações têm como objetivo incentivar o consumo mais sustentável e estimular o avanço tecnológico no setor de eletrodomésticos. O varejo terá até o fim do ano para comercializar refrigeradores com a etiqueta antiga.
Para Alessandra Weyandt, as mudanças representam um avanço para o consumidor e para o meio ambiente.
“Essas mudanças foram pensadas como uma atualização contínua e uma forma de ajudar o consumidor a economizar energia, além de alinhar esses produtos a práticas mais sustentáveis”, conclui.