Brasil Export
“Inovação custa caro e precisa de diversos parceiros”, destaca executivo
Tecnologia e inovação marcam o debate de abertura do primeiro painel do Inova Export, nesta terça-feira (28)
A necessidade de parcerias para desenvolver e implementar a inovação no setor portuário marcou o primeiro debate do Inova Export, programação que discute o tema e foi integrada ao Fórum Nacional Brasil Export Infraestrutura 2025, realizado nesta terça-feira (28), em Brasília.
O gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Porto do Itaqui (MA), Gabriel Cassia, apresentou o modelo de inovação desenvolvido no porto maranhense, que busca transformar a instalação em um verdadeiro ecossistema de inovação conectado à sociedade.
Segundo ele, o Itaqui já apoia 47 pesquisas em universidades locais, reforçando o papel das parcerias institucionais. “Inovação custa caro e precisa de diversos parceiros. É importante que portos públicos e privados invistam juntos em soluções que possam servir para todos”, afirmou.
O painel, intitulado “Tecnologias e investimentos para um Brasil mais competitivo”, reuniu representantes do setor público e privado, sob a moderação da diretora executiva do HUB Brasil Export, Karina Martins.
A gerente de Inovação da ApexBrasil, Karina Bazuchi, destacou que a inovação tem poder de transformar setores tradicionais, especialmente o de infraestrutura e logística. “Precisamos de flexibilidade para inovar e apoiar startups que tragam soluções sustentáveis”, disse.
Do ponto de vista do setor privado, o diretor de Desenvolvimento Institucional da Triunfo Logística, Mario Meira, relatou experiências práticas de transformação tecnológica nas operações da empresa. Entre os exemplos, citou o uso de dispositivos que alertam operadores sobre a proximidade de empilhadeiras, reduzindo drasticamente o risco de acidentes. “As inovações mudaram o comportamento dos funcionários e trouxeram mais segurança ao ambiente de trabalho”, observou.
Representando o governo federal, a coordenadora-geral de Desenvolvimento da Infraestrutura da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), Christiane Oliveira, destacou a necessidade de ampliar o investimento em formação técnica e científica no país. Christiane também apresentou iniciativas do MDIC voltadas à melhoria do ambiente regulatório, como o programa Navegue Simples, e defendeu maior transparência na comunicação das medidas em discussão pelo governo. “Nosso objetivo é fortalecer o diálogo entre indústria, setor público e privado”, concluiu.