Norte Export
Julião destaca protagonismo do Arco Norte e defende avanço das hidrovias
CEO do Brasil Export ressaltou o papel do modal hidroviário e a importância do desenvolvimento logístico em meio à COP30 e aos investimentos na Margem Equatorial
O CEO do Grupo Brasil Export, Fabricio Julião, destacou durante a abertura do Norte Export, em Belém (PA), o potencial de desenvolvimento do Arco Norte como símbolo do progresso logístico e econômico da Região Norte. Formada por portos e rotas de escoamento que vão do Pará ao Maranhão, a região consolida-se como alternativa estratégica ao eixo Sul-Sudeste e, segundo ele, representa uma das principais forças de transformação do país.
“A palavra que define o Norte Export é, sem dúvida nenhuma, o progresso. Ao visitar o aeroporto de Belém, quando visitamos o hotel à frente, tudo isso representa o progresso chegando e acompanhado do crescimento do Arco Norte, acompanhado da Margem Equatorial, acompanhado da COP30”, afirmou. “O investimento que está sendo feito e que será transformador, que vai trazer investimentos, geração de emprego, oportunidades, e vai transformar não só essa cidade, mas toda a região”, completou.
Ele abordou o assunto na quinta-feira (25), durante a sessão solene de abertura do fórum, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). Julião ressaltou que o momento vivido pela Região Norte é de grandes oportunidades, impulsionado pela realização da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será sediada por Belém em novembro, e pelos investimentos na Margem Equatorial, área marítima entre o Amapá e o Rio Grande do Norte com potencial para exploração de petróleo.
O executivo defendeu que o país avance no aproveitamento de suas hidrovias, ressaltando a importância do modal fluvial para o desenvolvimento sustentável e a integração nacional. “As hidrovias precisam ser debatidas e precisamos, o tempo todo, tratar dessa agenda, que é tão importante e tão cara para todos nós. As hidrovias, que são tão óbvias do ponto de vista da sustentabilidade, ainda são difíceis de saírem do papel”, comentou.
Ele também elogiou o trabalho do secretário nacional de Hidrovias, Dino Batista, responsável pela carteira de concessões do setor hidroviário no Ministério de Portos e Aeroportos. “Sabemos do seu envolvimento, de sua luta para transformar rios navegáveis em hidrovias, além do trabalho da transformação ambiental do setor da infraestrutura”, acrescentou.