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Petróleo e Gás

Lula diz que petróleo na Margem Equatorial envolve interesses do Brasil

Atualizado em: 18 de August de 2026 às 9:49
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Presidente relaciona descoberta a soberania e futuro energético; Alcolumbre reforça defesa da exploração no Amapá

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçou o argumento de que a confirmação de petróleo na Margem Equatorial brasileira tem implicações geopolíticas. “O que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras”, declarou em pronunciamento no Amapá. Ele visitou nesta segunda-feira, 17, o navio-sonda da companhia na região.

“Todo mundo aqui sabe a polêmica da Margem Equatorial. Eu pensei que a gente tinha que derrubar uma árvore para a gente poder ter a Petrobras. Eu fico sabendo que a distância é mais de 500 quilômetros da Foz do Amazonas”, disse Lula.

Essa informação sobre distância de 500 quilômetros é reforçada pelo governo na tentativa de distanciar a exploração de petróleo da Foz do Amazonas — que é uma região de alta sensibilidade ambiental.

No discurso desta segunda-feira, Lula disse ter defendido o anúncio da prospecção na Margem Equatorial antes da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorreu em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Ele relatou que países europeus ficariam “chateados” com o anúncio, com o argumento da incompatibilidade com a pauta ambiental.

“Não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise de combustível fóssil”, afirmou o presidente. Para ele, a Margem Equatorial é “um passaporte para o futuro desse país”.

Lula também disse que “valeu a pena” colocar Magda Chambriard na presidência da Petrobras.

Apoio de Alcolumbre

O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP), disse que Lula exerce liderança na “proteção da soberania nacional” ao comentar sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial.

“Em nome do povo amapaense, em nome deste pedaço de chão do Brasil, no extremo Norte do Brasil, novamente, nossos agradecimentos por enfrentarmos este desafio tendo sob a sua liderança a proteção da defesa da economia nacional”, disse Davi Alcolumbre sobre o presidente da República.

Alcolumbre ainda não fez, até o momento, declaração direta de apoio à reeleição de Lula.

O presidente do Senado agradeceu Lula pela defesa da exploração de petróleo na Margem Equatorial e reforçou o papel da arrecadação governamental no setor de petróleo. Segundo ele, a riqueza do insumo “transforma a vida das pessoas”.

Presidente volta a criticar privatizações no setor de combustíveis

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a criticar o processo de privatizações de empresas estatais no setor de combustíveis. “Eu ainda sonho em comprar de volta a refinaria que eles privatizaram. Eu queria que alguém me explicasse o que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR, com a refinaria da Bahia, com a refinaria do Amazonas”, questionou durante visita no Amapá.

Lula tem criticado com frequência a posição do governo de Jair Bolsonaro pela privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras, que atuava na distribuição de combustível. Após a privatização, a empresa foi renomeada como Vibra Energia.

Por contrato, até 2029, a Petrobras não pode concorrer com a Vibra (ex-BR Distribuidora). Embora ocorram críticas à privatização, o governo tem reiterado o respeito à cláusula contratual. Em março, o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor de distribuição de combustíveis. As discussões seriam preliminares.

“O cara que vendeu deveria ganhar o prêmio Nobel da estupidez. Ao invés de ser bom gestor, fazendo as coisas funcionarem, ele tenta fazer as coisas funcionarem vendendo. Ou seja, na verdade, ele é um bom comerciante, não é um bom gestor. Ele demonstra incompetência e não dá resultado naquilo que ele tem que dar”, declarou Lula.

O presidente da República ponderou ainda que o Estado tem que aproveitar o poder de compra para incentivar a produção nacional.

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