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Lula segue firma na ideia de moeda alternativa em substituição do dólar no comércio global
Recado a Trump
O Brasil vai continuar estudando uma alternativa ao dólar como moeda para fazer comércio internacional, afirmou nesse domingo, dia 3, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante convenção do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília. O comentário foi feito ao falar sobre o tarifaço de 50% que os Estados Unidos (EUA) impuseram contra o País – cerca de 36% das exportações brasileiros foram taxadas pela Casa Branca. “Eu não vou abrir mão de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com os outros países. Eu não preciso ficar subordinado ao dólar”, afirmou.
Tema sensível
Apesar de os EUA não citarem a substituição do dólar no comércio global como um dos motivos para a taxação do Brasil, especialistas têm apontado que essa proposta em discussão no Brics está por trás da ação de Donald Trump. Durante a Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (RJ), entre 6 e 7 de julho, Trump fez críticas ao bloco e prometeu retaliar países que substituam o dólar no comércio.
Republiqueta, não
Lula ainda destacou que o Brasil não quer desafiar os EUA, mas que o País tem interesses estratégicos que precisa defender. O presidente afirmou que o Brasil não é uma “republiqueta” e que quer negociar em igualdade de condições.
Café para a China
A China habilitou 183 novas empresas brasileiras de café a exportar o produto para o país. A medida foi anunciada pela Embaixada da China no Brasil nas redes sociais. Segundo a publicação, a medida tem validade de cinco anos e entrou em vigor na última quarta-feira, dia 30, mesmo dia em que os Estados Unidos assinaram a ordem que oficializou o tarifaço contra o Brasil.
Potencial
As importações líquidas de café na China cresceram 13,08 mil toneladas entre 2020 e 2024. E há um potencial de crescimento, uma vez que o consumo per capita é de 16 xícaras/ano, muito abaixo da média global de 240. No país asiático, a bebida tradicional ainda é o chá.
Reação
O anúncio ocorre em um momento de incertezas para os exportadores do produto. O governo de Donald Trump anunciou que, a partir da próxima quarta-feira, dia 6, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%.