Região Sudeste
Marinha apreende mais de 50 embarcações na Operação Navegue Seguro
Em cerca de três meses, órgão naval realizou mais de 18 mil abordagens em embarcações em todo o estado
A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), divulgou nesta quarta-feira o balanço final das ações de fiscalizações da Operação Navegue Seguro 2024/2025. De acordo com o órgão naval, durante o período da operação foram realizadas mais de 18 mil abordagens e 58 embarcações apreendidas.
Denominada anteriormente Operação Verão, a Navegue Seguro envolveu a atuação de 174 militares, 17 embarcações e 21 viaturas da Marinha do Brasil dentro da sua área de jurisdição.
De 20 de dezembro de 2024 a 15 de março deste ano, no somatório das ações foram abordadas 18.126 embarcações, das quais 567 foram notificadas e 58 apreendidas por infrações graves à Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (LESTA). Foram, ainda, realizados 525 testes de alcoolemia, visando coibir a condução de embarcações sob o efeito de álcool.
As ações de fiscalização foram planejadas tendo como base a análise das áreas de maior concentração e denúncias de irregularidades nas praias, rios, represas e lagos navegáveis do litoral e interior do estado, dentro dos 151 municípios da área de jurisdição pela Capitania.
A operação teve como principal objetivo minimizar as ocorrências de acidentes no mar e poluição hídrica. Para isso, foram verificadas as condições gerais das embarcações e documentações tais como: habilitação dos condutores, título de inscrição da embarcação, material de salvatagem, eventual excesso de lotação, entre outros aspectos, além de ações de repressão e orientação educativa sobre práticas seguras de navegação.
Segundo a Capitania, a partir das abordagens realizadas durante o período de cerca de três meses, as principais infrações constatadas foram: condução de embarcação sem a habilitação, com 25%; e normas de tráfego, tais como fundeio (ancoragem) em local não permitido e condução de embarcação a menos de 200 metros da faixa de praia, com 28%.
A Capitania informou que os convênios firmados com prefeituras dos municípios dentro da área de jurisdição permitiram a o estreitamento de esforços e colaboraram para o ordenamento do tráfego de embarcações que pudessem colocar em risco a integridade física de pessoas nas áreas adjacentes às praias, no litoral e nos rios e represas de São Paulo.