Portos
Marinha coloca em operação primeira unidade de vigilância costeira
Equipamento foi instalado no Farol de Castelhanos e amplia a capacidade de monitoramento do tráfego em toda área da Amazônia Azul
A Marinha do Brasil colocou em operação a primeira unidade de vigilância costeira do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). Instalada no Farol de Castelhanos, em Ilha Grande, no município de Angra dos Reis (RJ), a estrutura amplia a capacidade de monitoramento do tráfego marítimo em uma área de grande importância para o litoral brasileiro.
Com a nova unidade, a Força Naval passa a produzir informações por meio de sensores próprios instalados na costa, complementando os dados recebidos de embarcações e de outros sistemas de monitoramento.
A Amazônia Azul abrange toda a costa do país e concentra rotas comerciais, atividades pesqueiras, operações portuárias, plataformas, cabos submarinos e embarcações civis e militares. O reforço na vigilância da região tem o objetivo de ampliar a proteção da infraestrutura marítima, apoiar a navegação, combater atividades ilícitas e contribuir para a preservação ambiental.
Como funciona
A unidade de Castelhanos reúne diferentes tecnologias de monitoramento. Um radar detecta embarcações e cruza as informações com o Sistema de Identificação Automática de Embarcações (AIS), que transmite dados como identificação, posição, velocidade e direção dos navios. A confirmação visual é feita por uma câmera eletro-óptica integrada ao sistema CITRA, permitindo o acompanhamento dos alvos em tempo real.
Segundo a Marinha, o sistema aumenta a precisão do monitoramento ao permitir a identificação de embarcações mesmo quando não há informações disponíveis no AIS.
Além do acompanhamento do tráfego marítimo, a estrutura poderá apoiar operações de busca e salvamento, fiscalização ambiental e ações de combate a ilícitos, como tráfico de drogas, contrabando e pesca ilegal.
Monitoramento de aeronaves
A unidade também conta com um sensor ADS-B, utilizado para acompanhar aeronaves que sobrevoam a região. A tecnologia recebe informações transmitidas pelas próprias aeronaves, como posição, altitude, velocidade e identificação, ampliando a capacidade de monitoramento da área.
De acordo com o comandante de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul, contra-almirante Luciano Calixto de Almeida Junior, a unidade representa um avanço na implantação do SisGAAz, sistema desenvolvido para ampliar a consciência situacional marítima e compartilhar informações entre diferentes órgãos públicos.