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Marinha lança novo submarino e ativa Tonelero em etapa do ProSub

Atualizado em: 28 de November de 2025 às 9:32
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Programa do Novo PAC amplia frota com o Almirante Karam, que inicia fase de testes, e conclui série de três submersíveis convencionais

A Marinha do Brasil avançou mais uma etapa no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) com o lançamento ao mar do Almirante Karam e o início das operações do Tonelero, ambos construídos no Complexo Naval de Itaguaí (RJ). As entregas integram o Novo PAC e reforçam a capacidade de proteção dos 5,7 milhões de quilômetros quadrados de águas jurisdicionais brasileiras. O Almirante Karam passa agora à fase de testes de superfície e imersão, etapa que antecede sua incorporação à frota.

A cerimônia desta quarta-feira (26) marcou simultaneamente o batismo do Almirante Karam e a entrada do Tonelero em serviço, ampliando o conjunto de submarinos convencionais previstos no programa, que já conta com o Humaitá em operação. Com isso, o Novo PAC completa o ciclo de investimento na construção de três submersíveis e seus sistemas integrados.

Durante o evento, o ministro da Defesa, José Múcio, destacou a participação da base industrial de defesa no desempenho econômico do país. Segundo ele, “a base industrial das Forças Armadas desempenha importante papel no ciclo econômico nacional e no crescimento do país, gerando emprego, tecnologia e oportunidades”. O ministro acrescentou que “a indústria da defesa obteve neste ano um novo recorde, ultrapassando US$ 3 bilhões de exportações autorizadas”.

Os submarinos da classe Riachuelo, de propulsão diesel-elétrica, são produzidos integralmente no Brasil. O ProSub, que viabilizou a implantação da maior estrutura de construção, manutenção e operação de submersíveis da América Latina, é desenvolvido com apoio da Naval Group, empresa francesa responsável pela transferência de tecnologia. Desde 2008, a parceria gerou cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, aproximadamente 2,5 mil profissionais atuam no complexo de Itaguaí.

O chefe do Estado-Maior da Armada, Arthur Fernando Bettega Corrêa, afirmou que “o ProSub consolida-se em instrumento de transformação tecnológica e produtiva singular. Ele mobiliza a diversificada cadeias de suprimento, gera empregos qualificados e envolve centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento. Ações que fortalecem a base industrial da defesa e a autonomia nacional em áreas sensíveis”.

Com 72 metros de comprimento, 6 metros de diâmetro e deslocamento de cerca de 2 mil toneladas, o Almirante Karam (S43) tem autonomia para permanecer submerso por até 70 dias e pode atingir velocidade de 40 quilômetros por hora. A embarcação comporta 38 tripulantes e é equipada com sistema de combate que inclui seis tubos para lançamento de torpedos, mísseis e minas.

O batismo foi conduzido pela ministra do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, que realizou o rompimento da garrafa de espumante no casco, conforme tradição naval. Em sua fala, ela agradeceu à Marinha por oferecer novos instrumentos à defesa do Estado brasileiro e disse esperar um país cada vez mais “livre, justo e solidário, com todos e para todos”.

O comandante do submarino, capitão de Corveta Leandro Amaral, ressaltou que o nome da embarcação homenageia um dos principais submarinistas da história da Marinha do Brasil. “É não apenas uma honra pessoal e profissional, mas também um compromisso direto com a tradição, liderança e a excelência deixadas pelo Almirante Karam, cuja contribuição marcou profundamente a Força de Submarinos”.

Após o lançamento, o Almirante Karam será submetido a provas de navegação, testes de imersão em grande profundidade e avaliações dos principais sistemas e armamentos. A previsão é que essa etapa seja concluída em 2026, quando o submersível será incorporado ao setor operativo, assim como ocorreu com o Riachuelo, o Humaitá e o Tonelero.

As entregas dos submarinos convencionais representam parte da transferência tecnológica necessária para a etapa seguinte do programa: o desenvolvimento e a construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado, considerado pela Marinha um dos empreendimentos mais complexos já conduzidos pelo país. O diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de Esquadra Alexandre Rabello de Faria, afirmou que o ProSub representa “um avanço histórico na capacidade científica, tecnológica e industrial do país, um incremento sem precedentes nas capacidades inerentes ao poder naval brasileiro”.

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