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Mercado de seguros para transporte de cargas cresce 8%
Arrecadação chegou a R$ 6,6 bilhões em 2025, enquanto indenizações cresceram 17,5%; obrigatoriedade de seguros e fiscalização devem ampliar o setor em 2026
O mercado de seguros para o transporte rodoviário de cargas registrou arrecadação de R$ 6,6 bilhões em 2025, alta de 8% sobre o ano anterior, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep). No mesmo período, os sinistros somaram R$ 3,6 bilhões, um crescimento de 17,5%, refletindo o aumento de acidentes, roubos e furtos.
Para 2026, a previsão do setor é de crescimento entre 10% e 12% nos seguros de transporte rodoviário de cargas. O principal vetor regulatório do crescimento é a Lei nº 14.599/2023, que tornou obrigatória a contratação de três seguros para transportadores rodoviários de carga: o RCTR-C, relativo aos danos à carga por acidentes como colisões, tombamentos e incêndios, o RC-DC, contra roubo ou desaparecimento de mercadoria, e o RC-V, para danos materiais e corporais a terceiros durante a operação. A ANTT ampliou o uso de sistemas digitais para cruzar informações de manifestos eletrônicos (MDF-e), documentos fiscais e apólices, identificando inconsistências em tempo real.
O crescimento dos sinistros em ritmo superior ao das receitas — 17,5% contra 8% — é o dado que merece atenção do setor: indica que a sinistralidade está pressionando a rentabilidade das seguradoras, o que pode influenciar reajustes de prêmios nos próximos ciclos.
Reajuste nos aeroportos
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou nessa segunda-feira, dia 13, no Diário Oficial da União, os novos tetos das tarifas aeroportuárias dos aeroportos internacionais de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo. Os reajustes fazem parte da atualização anual prevista nos contratos de concessão e foram calculados com base no IPCA, acrescido de critérios de produtividade e qualidade previstos nos contratos.
Em Guarulhos, o reajuste das principais tarifas foi de 6,2722%. O teto da tarifa de embarque doméstico passou para R$ 35,75; o internacional, para R$ 68,61; e a tarifa de conexão, para R$ 16,45 por passageiro. Em Viracopos, o reajuste ficou em 4,7016%. A tarifa máxima de embarque doméstico foi reajustada para R$ 33,44; a internacional, para R$ 59,17; e a de conexão, para R$ 15,40 por passageiro.