Nacional
Ministro defende turismo acessível e diz que lazer não pode ser questão de classe
Em discurso de posse, Gustavo Feliciano afirma que turismo deve ser “do povo, pelo povo e para o povo” e reconhece desafios para ampliar o acesso
O novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, tomou posse nesta terça-feira (23) em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Indicado pelo União Brasil, Feliciano assume o cargo no lugar de Celso Sabino e chega à pasta com um discurso centrado na inclusão social e na democratização do acesso ao turismo.
Durante a posse, o ministro defendeu que o turismo deixe de ser tratado como privilégio e passe a ser encarado como um direito da população. Para ele, viajar, descansar e usufruir do lazer precisam fazer parte das políticas de desenvolvimento do país, sobretudo para quem ganha menos.
“O turismo tem que ser do povo, pelo povo e para o povo, promovendo eventos que geram alegria e a geração de emprego e renda, promovendo acesso de nossos belos destinos a quem ganha menos no país, que é a maioria da população. Isso se faz tornando o turismo mais inclusivo, mais acessível. O povo já trabalha muito. Turismo não pode ser só de ricos, turismo tem que ser de todos.”
Natural de Campina Grande, na Paraíba, Gustavo Feliciano agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela oportunidade de integrar o governo e ressaltou o papel das políticas públicas na transformação de realidades sociais. Em seu discurso, citou a transposição do Rio São Francisco como exemplo de ação estruturante capaz de promover inclusão e desenvolvimento regional.
O novo ministro também reconheceu que o setor enfrenta desafios e que ainda há muito a ser feito para ampliar o acesso ao turismo no país. Segundo Feliciano, a possibilidade de as famílias brasileiras viajarem é um dos sinais mais claros de avanço social.
“Se há uma forma de medir que o Brasil avançou, é ver gente viajando, desfrutando do lazer com suas famílias, porque felicidade e alegria não podem ser uma questão de classe social.”
A cerimônia de posse foi marcada ainda pela despedida de Celso Sabino, que destacou o legado de sua gestão, especialmente a realização da COP30, em Belém, considerada uma das conferências mais inclusivas já realizadas. A indicação de Gustavo Feliciano para o comando do Ministério do Turismo partiu do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que ressaltou o perfil jovem do novo ministro e sua experiência na área.