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Ministro Silvio Costa Filho defende volta do financiamento privado nas campanhas eleitorais
Financiamento eleitoral em pauta
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), afirmou ser favorável à volta do financiamento privado das campanhas eleitorais no Brasil. Ele abordou o assunto na noite dessa terça-feira, em um encontro privado com empresários, executivos e advogados em São Paulo (SP). De acordo com o ministro, o debate sobre a questão tem de ser feito “urgentemente”.
Poder concentrado
Costa Filho falou sobre o tema ao ser questionado pelo vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Institucionais do Grupo Cosan, Guilherme Penin, a respeito de como o financiamento público das campanhas concentrou poder nos presidentes dos partidos. “Acho que a gente deveria retomar o financiamento privado no processo eleitoral do Brasil. Naturalmente dentro de um limite, de maneira proba e transparente”, disse o ministro. Ele argumentou que, dessa forma, o setor produtivo poderia “contribuir ainda mais com o processo político e com o fortalecimento da democracia”, disse o ministro.
Limites ao fundo público
Uma opção, segundo o chefe da pasta de Portos e Aeroportos, é “ter limites de financiamento ao fundo eleitoral público, porque no Brasil hoje estamos falando de quase R$ 5 bilhões. Quem sabe um congelamento do fundo eleitoral? Mas autorizar ao mesmo tempo a liberação da participação do financiamento privado”.
Proibição
O financiamento de campanhas por empresas foi proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, após escândalos como o da Operação Lava Jato.
Checklist
Também estavam presentes no encontro executivos da Odebrecht, da J&F, da Eldorado Celulose, da Consag, da XP Infrastructure e da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres (Abratec), além do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, e do diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini.
Decisão estratégica
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou que a emissão da licença ambiental do Ibama para a Petrobras explorar petróleo na Margem Equatorial, na costa do Amapá, foi uma decisão estratégica para garantir a soberania e a segurança energética do Brasil. Para ele, o processo foi conduzido com rigor ambiental e transparência, e não prejudica o protagonismo nacional na transição energética global, mesmo às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA).