Internacional
Missão da ATP no Reino Unido termina com visita à IMO
Comitiva brasileira e representantes do órgão debateram a transição energética no setor de navegação
Terminou nesta sexta-feira (23) a missão técnica da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP) no Reino Unido. O último dia teve uma das agendas mais aguardadas da viagem. A comitiva de executivos, autoridades e lideranças brasileiras do setor visitou a sede da Organização Marítima Internacional (IMO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), em Londres.
O grupo foi recebido por representantes da IMO, que fizeram uma apresentação sobre a atuação e toda a estrutura e comitês que formam o órgão. A agência foi fundada em 1982 e age na segurança e proteção da navegação e na prevenção da poluição marinha e atmosférica por navios. A delegação da IMO foi composta por representantes brasileiros e o diretor geral da agência. Após a apresentação, o encontro teve um debate sobre a descarbonização marítima e transição energética, além de uma visita ao plenário da IMO.
“Foi uma oportunidade, tanto das informações que recebemos, como aquilo que a gente pôde passar. O Brasil tem um potencial enorme pra sustentabilidade de combustíveis verdes, de ser um grande fornecedor desses combustíveis. Esse potencial pode ser vendido com o conhecimento e troca de experiências aqui na IMO, como uma questão de fornecimento global”, destacou a superintendente de logística da Suzano, Patrícia Lascosque, pontuando o etanol, amônia, energia eólica e solar como atributos fortes dessa produção no Brasil.
No encerramento da programação, após a visita à IMO, a comitiva prestou uma homenagem à diretora da Antaq, Flávia Takafashi, pelo prêmio recebido da agência, representando o Brasil pela equidade de gênero.

Missão promovida pela Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP) reuniu lideranças empresariais e autoridades brasileiras. Crédito: DIvulgação/ATP
Fim da missão
O diretor presidente da ATP, Murillo Barbosa, fez um panorama sobre os cinco dias da missão, destacando a liberdade para a atuação do setor privado como um fator para o desenvolvimento das atividades nos países que integram o Reino Unido. A programação contou com visitas a importantes empreendimentos e encontros com autoridades britânicas, com o objetivo de discutir melhorias para o setor portuário brasileiro.
“Uma programação extremamente intensa, produtiva, didática, pra gente ver como as autoridades britânicas veem o segmento de maneira bastante simples, deixando a atividade privada trabalhar e produzir com eficiência o que lhe cabe”, afirmou Barbosa.