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Região Nordeste

Moinho do Porto de Ilhéus vai voltar a operar após 17 anos desativado

19 de May de 2025 às 18:13
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Com investimento de R$ 130 milhões, unidade será modernizada para fortalecer a cadeia produtiva do trigo

Após 17 anos desativado, o Moinho de Trigo do Porto de Ilhéus (BA) vai voltar a funcionar. Com capacidade para processar até 120 mil toneladas de trigo por ano, a unidade deve fortalecer a economia local, reduzir a dependência de importações e melhorar a logística de escoamento de grãos no sul da Bahia.

A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) anunciou que o empreendimento receberá um investimento de R$ 130 milhões da Jav Indústria de Alimentos, do Grupo Maratá. O projeto é fruto de uma parceria entre os setores público e privado.

O contrato de cessão da área, válido por 35 anos, prevê a modernização completa do moinho, incluindo a compra de novos equipamentos, a construção de silos e a recuperação da estrutura física. A área concedida tem 16.719 metros quadrados.

Obras e infraestrutura

A reativação só foi possível após obras de dragagem de manutenção no Porto Organizado de Ilhéus, que garantiram 10 metros de profundidade para receber navios de grande porte, ampliando a capacidade operacional do terminal.

“Estávamos com um ativo estratégico parado há quase 20 anos. Agora, com articulação e planejamento, conseguimos resgatar essa estrutura e iniciar um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou o diretor-presidente da Codeba, Antonio Gobbo.

Segundo o diretor da companhia, José Demétrius Moura, a expectativa é que o moinho impulsione toda a cadeia produtiva do trigo na região e atraia novos empreendimentos logísticos e industriais.

Próximos passos

A próxima etapa será a emissão da Carta de Autorização, que permitirá à empresa assumir as áreas 3 e 4 do porto e iniciar as operações. A expectativa é que o empreendimento gere empregos diretos e indiretos, aumente a arrecadação local e promova o desenvolvimento sustentável do sul da Bahia.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a reativação do moinho é um exemplo do impacto positivo da parceria entre os setores público e privado. “Este investimento representa mais do que a recuperação de uma estrutura. É a geração de oportunidades para a população, o fortalecimento da indústria nacional e a ampliação da capacidade logística do país. Projetos como esse impulsionam o desenvolvimento regional e mostram o compromisso do governo em integrar infraestrutura e crescimento econômico”, destacou.

Com a reativação do moinho, o Porto de Ilhéus pode retomar um papel estratégico na cadeia produtiva do trigo. A expectativa é que o empreendimento fortaleça a indústria local, gere milhares de empregos e inspire novos investimentos na região, consolidando um ciclo sustentável de crescimento.

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TAGS Moinho operar Porto de Ilhéus
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