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Região Norte

Movimentação de soja e milho no Arco Amazônico cresce 12,95%

20 de August de 2022 às 7:00
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Dados são de levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)

Aumentar o calado da Barra Norte tem se tornado pauta cada vez mais relevante no segmento, principalmente com os bons resultados obtidos na região do Arco Amazônico, que abrange toda a região Norte e o Maranhão, e escoa sua produção pelo rio Amazonas. Só no primeiro semestre deste ano, o Arco Norte obteve crescimento de 12,95% na movimentação de soja e milho, por meio de navegação por longo curso e cabotagem. Os dados são de levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), divulgados na última segunda-feira.

Estratégica para o escoamento da produção de grãos e de alimentos para exportação, a região passou a ter market share de 51% do total movimentado de soja e milho, ultrapassando as regiões Sul e Sudeste, segundo o levantamento. O Arco Amazônico também já é reconhecido como um dos principais corredores logísticos com alto potencial de aumento da demanda.

Considerando os terminais que movimentaram ao menos 1 milhão de toneladas no período, os que se destacaram nas operações são Vila do Conde – HBSA (+31,9%), Porto de Itaqui (+21,9%) e Ponta da Montanha (+7,33%), de acordo com o balanço semestral. Os portos Vila do Conde e Ponta da Montanha são associados da ATP.

O diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Murillo Barbosa, diz que os números mostram que a região cada vez mais se consolida como polo de escoamento das commodities brasileiras. Atualmente, a região possui 90 terminais privados e cinco portos públicos.

Por causa do potencial do Arco Amazônico, ele também defende a necessidade de aumento do calado na saída da Barra Norte do Rio Amazonas. A região é rota de escoamento da safra de grãos e de minério, principalmente do Centro-Oeste, e registra aumento anual do volume transportado, impulsionado pelos recordes na produção de soja e milho.

Barbosa lembrou que estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) atestaram a possibilidade do aumento do calado. “Temos um quebra-molas que é um arco lamoso na navegação pela Barra Norte. Pelos estudos da Coppe/UFRJ, o aumento de calado para 12,50 metros é viável”, afirmou o presidente da ATP. Segundo ele, o ganho de calado permitiria um aumento de 20 centímetros a mais de carga em um navio Panamax.

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