Região Norte
Navio da Guiné-Bissau encalha no Pará e é retirado após nove dias
Operação de desencalhe foi acompanhada pela Marinha. Embarcação já havia registrado vazamento de óleo em Ceuta, na Espanha, em 2020
Um navio mercante de bandeira da Guiné-Bissau permaneceu por nove dias encalhado em um banco de areia na Baía do Marajó, no Pará, até ser retirado na quinta-feira (11). A embarcação W M F Express encalhou no dia 3 de setembro, na área conhecida como “Coroa da Muriçoca”, próxima ao município de Soure.
De acordo com a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), a manobra de desencalhe foi autorizada pela Autoridade Marítima e executada por uma empresa especializada, credenciada no Brasil.
Ainda segundo a CPAOR, a operação contou com dois rebocadores, uma lancha de apoio e acompanhamento de um inspetor naval a bordo. Após inspeção estrutural e de segurança, o navio foi deslocado para área de fundeio próxima à Ilha de Mosqueiro, “onde permanece em condições seguras”. Durante todo o período de encalhe, a Marinha monitorou a situação para evitar risco de acidente ambiental.
A CPAOR instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e responsabilidades do episódio.
Histórico de incidentes
O W M F Express foi construído em 1991 e, segundo dados do site VesselFinder, possui 108,5 metros de comprimento e porte bruto de 7.896 toneladas.
A embarcação tem histórico de incidentes ambientais. Em janeiro de 2020, ainda sob o nome Holstein Express, derramou cerca de cinco toneladas de óleo durante um abastecimento no Porto de Ceuta, na Espanha. O episódio foi considerado o maior vazamento da região em duas décadas e resultou em multa de US$ 410 mil ao navio.