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Norte-americana Blackrock estuda disputar leilão do Tecon Santos 10
Blackrock
Uma das principais empresas gestoras de ativos e investimentos do mercado global, a norte-americana Blackrock estuda participar do leilão do Tecon Santos 10, megaterminal de contêineres e carga geral a ser implantado no Porto de Santos (SP). Se ela entrar na disputa, não o fará sozinha. A companhia prefere atuar com parceiros, a fim de dividir riscos.
Em parceria
A Blackrock adotou estratégia semelhante quando tentou adquirir cerca de 80% da divisão portuária do conglomerado asiático CK Hutchison no semestre passado. Nesse caso, estava ao lado do Grupo Mediterranean Shipping Company (MSC). A transação, de US$ 22,8 bilhões, englobaria 43 terminais em 23 países, totalizando 199 berços de atracação. Mas acabou não sendo concluída, como informou a Hutchison em fato relevante em 28 de julho
No Brasil
A partir de seu braço de infraestrutura, a Global Infrastructure Partners (GIP), a BlackRock tem investido no Brasil. Em abril deste ano, comprou uma participação estratégica na Aliança Energia, uma empresa da Vale. A transação foi de US$ 1 bilhão.
Sustentabilidade
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou as diretrizes do plano de sustentabilidade do Governo Federal durante evento do mercado sucroenergético, em Pernambuco, nessa segunda-feira. Em sua fala, destacou a importância da produção do SAF (Sustainable Aviation Fuel), um novo combustível sustentável que será essencial para reduzir a emissão de gases de efeito estufa na aviação brasileira. Segundo Costa Filho, o governo planeja tornar o País um grande exportador do combustível, com a meta de introduzir 10% de SAF na aviação até 2050.
Otimismo
“É uma prioridade do governo do presidente Lula colocar na ordem do dia projetos que dialoguem com a sustentabilidade, descarbonização e a transição energética”, afirmou o ministro. Ele se mostrou otimista, prevendo que “nos próximos 20 anos, o Brasil será o maior exportador de SAF do mundo”.
Etanol
Em seu discurso, Silvio Costa Filho também reforçou o papel estratégico do etanol produzido no Nordeste como um combustível limpo para o futuro. “O setor sucroenergético nordestino é um forte aliado na construção de um desenvolvimento sustentável”, disse. O ministro destacou que a indústria representa 2% do PIB brasileiro e emprega mais de 700 mil pessoas, além de gerar energia renovável.