Região Sudeste
Nova linha do metrô de SP ao Aeroporto de Congonhas inicia operações em 2026
Governador Tarcísio de Freitas afirmou que testes da linha estão previstos para o primeiro semestre do ano que vem
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) visitou na última segunda-feira (28) as obras da futura Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, que vai servir como conexão para o Aeroporto de Congonhas. A operação deverá ter início em 2026 e vai beneficiar cerca de 100 mil passageiros por dia.
Segundo divulgou o Governo Estadual, o governador percorreu o túnel de interligação do aeroporto à estação Congonhas, que já está concluído, e visitou a estação Washington Luís, onde embarcou no trem e seguiu até a estação Vereador José Diniz.
No local, vistoriou os sistemas em implantação, as portas de plataforma e os acabamentos em execução. As atividades em andamento na Linha 17-Ouro envolvem desde infraestrutura civil até sistemas de energia, telecomunicações, trens e equipamentos.
Tarcísio afirmou que as obras, que foram retomadas em setembro de 2023, seguem dentro do cronograma e prevê o início dos testes na linha já no primeiro semestre do ano que vem.
“No primeiro semestre do ano que vem, a partir de março, começamos a fazer a operação assistida e, no segundo semestre, podemos iniciar a operação comercial para trazer mais conforto e mobilidade para os passageiros da zona sul da capital. Estamos avançando bem e com obras dentro do cronograma”, afirmou o governador.
A Linha 17-Ouro terá 6,7 km de extensão e vai conectar o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás e 9-Esmeralda, operadas pela Via Mobilidade. A operação está prevista para 2026 e deve beneficiar cerca de 100 mil passageiros por dia.
O projeto inclui oito estações com infraestrutura moderna, 14 trens com tecnologia de ponta, portas de plataforma, sistema de condução automática, integração com o transporte metropolitano e soluções sustentáveis como aquecedor solar e reaproveitamento de água da chuva.
As duas primeiras composições já chegaram ao Brasil e estão em fase de comissionamento na via elevada. Outras duas composições estão em trânsito para o Brasil e, as demais seguem em produção na China.
Os novos trens são totalmente automatizados, operando no sistema UTO (Unattended Train Operation) e equipados com tecnologia CBTC (controle de trens baseado em telecomunicação), que reduz os intervalos entre as composições e aumenta a eficiência do transporte.