Região Nordeste
Novo terminal promete quadruplicar movimentação de cargas em Natal
Área NAT01, chamado de pátio norte, foi o primeiro leilão da história do complexo portuário da capital potiguar
A área NAT01, mais conhecida como Pátio Norte, foi uma das três áreas que foram leiloadas pelo Governo Federal nesta quinta-feira (26) na B3, em São Paulo. Trata-se do primeiro leilão da história do Porto de Natal (RN) e tem a previsão de quadruplicar a movimentação de cargas do complexo da capital potiguar.
O lote foi arrematado pela empresa Fomento do Brasil Mineração, que fez uma oferta de valor de outorga de R$ 50 mil, e vai administrar o empreendimento por 15 anos.
O presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique Macedo, celebrou o resultado da licitação e destacou os ganhos operacionais com o novo terminal.
“O resultado do leilão é um fato histórico para o Porto de Natal. Tínhamos uma expectativa grande para essa licitação. É um arrendamento do pátio norte, onde o minério de ferro vai ser escoado pelos próximos 15 anos e vai quadruplicar a tonelagem de carga, o que é histórico. Essas vitórias e conquistas consolidam o porto como um dos principais vetores do Rio Grande do Norte e mostra todo o potencial do estado”, declarou.
O pátio norte possui cerca de 21 mil metros quadrados, que serão totalmente dedicados para a movimentação de granéis sólidos, sendo um importante empreendimento para escoamento do produto pelo Nordeste brasileiro.
“Para o Rio Grande do Norte é uma coisa inovadora, embora tenhamos diversas jazidas de minério, mas nunca com uma empresa que tenha prospectado e trabalhado com a exploração com esse viés. Estamos falando de um minério de ferro riquíssimo em que chega a 67% de pureza. Agregando isso ao porto, temos batidos recordes sucessivos na exportações de frutas, um ativo super importante, e estamos conciliando com importação de trigo, e agora o escoamento de minério de ferro. O Porto de Natal teve uma experiência muito ruim com escoamento de minério. São 14 anos em que a empresa tem se preparado para isso. Os equipamentos que vão compor essa área são de última geração e com controles ambientais bastante rigorosos”, complexou o executivo da Codern.

Área do Pátio Norte, que vai abrigar novo terminal, possui cerca de 21 mil metros quadrados. Foto: Divulgação/Codern
Fomento do Brasil
A empresa é uma subsidiária do Grupo Fomento Resources, da Índia, que possui mais de 70 anos de operação em portos e na cadeia logística de todo o mundo. O CEO do grupo, Anuj Timbló, destacou o potencial do Rio Grande do Norte como um importante polo logístico voltado para o minério a nível internacional.
“Nosso compromisso é estruturar o projeto com responsabilidade financeira, avançar com um planejamento técnico rigoroso, trabalhar com diálogo constante com autoridades e a sociedade, gerar emprego, desenvolver fornecedores locais e criar um legado positivo ao estado. Sabemos que grandes projetos trazem desafios, mas trazem oportunidades transformadoras. A Fomento está no Brasil com convicção de que o Rio Grande do Norte pode se tornar um polo logístico mineral de relevância internacional”, comentou.