Transportes
Novo diretor-geral da ANTT defende diversificação da matriz de transportes
Cerimônia foi realizada nesta terça-feira (16); discursos destacaram modernização da regulação e ferrovias
O novo diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, defendeu a diversificação da matriz de transportes nacional, o avanço da digitalização de processos no órgão e ações sustentáveis no setor. Os temas foram destacados durante a cerimônia de posse do executivo no cargo, na manhã desta terça-feira, na sede do órgão, em Brasília. No mesmo evento, tomou posse o diretor Alex de Azevedo Cruz.
Guilherme é ex-diretor da agência e substitui Rafael Vitale Rodrigues. O mandato é de cinco anos. Ambos foram sabatinados pelo Senado e nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no mês passado.
O evento contou com a presença de deputados, senadores, autoridades, e representantes de associações do setor, como a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Em sua fala, Guilherme destacou a responsabilidade do cargo e disse que trabalhará sobre dois pilares principais: olhar interno para fortalecer a instituição, e, no plano externo, junto ao Ministério dos Transportes, a continuação da agenda de concessões e a modernização do setor de transportes.
“As pessoas (funcionários da agência) devem ser valorizadas e reconhecidas, e assim seguiremos com capacitação, inovação, inclusão, em um ambiente com valores humanos, tanto na nossa sede quanto nas unidades regionais”, citou.
Em seguida, ressaltou que o trabalho da ANTT está “transformando” a infraestrutura de transportes brasileira e falou sobre suas prioridades. “Diversificação da matriz de transportes, a integração logística, a sustentabilidade – ambiental, econômica e financeira – a digitalização e a experiência do usuário com o que há de melhor nas rodovias e infraestrutura brasileira”.
Alex, novo diretor, em seu discurso, disse que o Brasil está em um cenário atual de reconfiguração de mercados, que abre oportunidades estratégicas para desenvolver os modais logísticos, especialmente as ferrovias, além de fortalecer sua soberania.
“Estamos concretizando uma parte de um sonho que há muito se fala no nosso país: o de ter uma malha ferroviária que seja proporcional ao tamanho da nossa riqueza. Agora em outubro, a (ferrovia) Transnordestina fará a sua primeira viagem em seu primeiro trecho, que vai de Eliseu Martins, no Piauí, até o Ceará, com 680 km de extensão. E vou me dedicar para que não só essa, mas toda a malha ferroviária do país esteja integrada, operacional e competitiva”, frisou.

Novo diretor, Alex de Azevedo Cruz, em seu discurso de posse.