Porto de Santos
Obra para remoção de rochas no canal do Porto começa em julho
Intervenção autorizada pelo Ibama permitirá a remoção de obstáculos que limitam a operação de embarcações de maior porte
A Autoridade Portuária de Santos (APS) iniciará em julho as obras de derrocagem de afloramentos rochosos localizados no canal de navegação do Porto de Santos. A intervenção foi autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da Licença de Instalação nº 1562/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (16).
A obra faz parte do conjunto de ações preparatórias para o futuro aprofundamento do canal de navegação, considerado um dos principais projetos de modernização do Porto de Santos.
As intervenções ocorrerão entre julho e outubro em três pontos considerados críticos para a navegação: a Pedra do Barroso, próxima à Ilha Barnabé; a Pedra do Itapema, na região dos terminais de Outeirinhos; e a Pedra do Teffé, nas proximidades do terminal de passageiros Concais.
Derrocagem
A derrocagem é uma técnica que fragmenta e retira formações rochosas existentes no fundo de canais, rios e áreas portuárias que são impossíveis de serem removidas pela dragagem convencional.
Segundo a APS, antes da remoção das rochas serão retirados aproximadamente 12 mil metros cúbicos de sedimentos acumulados no fundo do canal.
A operação utilizará o método conhecido como derrocagem “a frio”, que dispensa o uso de explosivos. O método emprega apenas impactos mecânicos controlados por meio de um equipamento chamado trépano. Em seguida, os fragmentos são retirados com uma garra acoplada a uma draga.
Destinação dos materiais
Os materiais retirados durante a obra terão destinações distintas. Os sedimentos serão encaminhados para o Polígono de Disposição Oceânica (PDO), na quadrícula Q7, área licenciada para esse tipo de descarte.
Já as rochas removidas serão levadas para áreas localizadas nos bairros da Alemoa e do Saboó. A APS informou que o material poderá ser reaproveitado em obras de interesse público, contribuindo para o uso sustentável dos recursos.
Durante a execução dos trabalhos, poderão ocorrer interrupções parciais e pontuais no tráfego de embarcações nos trechos afetados. A operação contará com protocolos de segurança marítima e monitoramento ambiental contínuo.