quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Petróleo e Gás

Óleo em Morpho amplia aposta na Margem Equatorial

24 de August de 2026 às 9:26
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Descoberta melhora perspectivas exploratórias da Petrobras na Foz do Amazonas, mas para mercado, faltam dados sobre escala comercial, produtividade e viabilidade econômica

A produção de petróleo na Margem Equatorial pode demorar entre seis e sete anos, mas a descoberta de indícios de óleo no primeiro poço perfurado pela Petrobras nas águas ultraprofundas do Amapá trouxe otimismo para o mercado e para a companhia, dez meses depois de iniciada a campanha no poço pioneiro de Morpho. Se comprovado o potencial da Bacia da Foz do Amazonas, uma das cinco da Margem Equatorial, a expectativa é de que os reservatórios garantam pelo menos mais 40 anos de produção, segundo o gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras, Wagner Victer.

“Eu vi o início da Bacia de Campos e é emocionante ver que a gente está participando de um momento histórico, abrindo uma nova fronteira exploratória para uma nova geração, um sinal de longevidade para a Petrobras e que vai trazer novos profissionais, novos engenheiros para o setor”, avaliou Victer.

Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, o óleo encontrado será analisado pelo Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) para avaliar sua qualidade e o potencial do poço. “Vamos aguardar as análises que serão feitas no Cenpes sobre o óleo”, disse Sylvia à Broadcast nesta segunda-feira.

A Margem Equatorial é estratégica para a Petrobras porque pode ajudar a repor reservas a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal tende a atingir o pico e começar a declinar. O plano de negócios 2026-2030 prevê US$ 2,5 bilhões em investimentos na região e 15 novos poços.

Os próximos passos dependem do Ibama, que analisa o pedido da estatal para perfurar mais três poços. No caso de Morpho, foram mais de 12 anos de espera até a liberação, em outubro de 2025. A inglesa BP, dona de 70% do ativo até 2021, desistiu de esperar e vendeu sua participação para a Petrobras.

“Tem que acelerar o licenciamento dos outros poços para a gente saber o que tem lá, ou seja, não dá para ficar nesse dilema a cada poço”, disse o professor do Instituto de Energia da PUC-Rio Edmar Almeida.

Segundo ele, a eventual confirmação dos reservatórios exigirá uma escala muito maior de atividade exploratória. Almeida citou o caso da Guiana, onde mais de cem poços foram perfurados ao longo do desenvolvimento da nova província petrolífera.

Logo após o anúncio da descoberta, na última sexta-feira, 14, o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, também defendeu maior agilidade nas licenças ambientais. “Não temos nenhum número da Petrobras, portanto não dá para falar se é uma descoberta relevante ou não. Mas é uma boa notícia que mostra a importância do Ibama agilizar as licenças ambientais”, afirmou.

Sem efeito

Para o analista de energia da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, a descoberta é positiva, mas ainda não há informações suficientes para “fazer preço” na ação da estatal.

“Uma precificação consistente exigiria evidências de escala comercial, boa produtividade e competitividade econômica frente ao portfólio já contratado da Petrobras. Até lá, a descoberta deve ser tratada como opcionalidade exploratória, sem efeito sobre nosso preço-alvo ou recomendação”, explicou.

Segundo ele, a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59 melhora a perspectiva exploratória da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, considerada importante para a reposição de reservas no longo prazo.

Para o sócio-diretor da A&M Infra, Rivaldo Moreira Neto, a descoberta cria condições para que o governo acelere os leilões na região e deve aumentar o apetite privado por blocos da Margem Equatorial.

“É um anúncio que confirma o apetite de quem foi pro leilão e que deve ter uma boa influência na corrida daqui pra frente. Ainda há muitos riscos, mas todos os operadores já posicionados são de classe mundial e muito eficientes”, afirmou.

Em junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a indicação de 86 blocos da Margem Equatorial para futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão (OPC). Para que sejam efetivamente oferecidos, ainda são necessárias a análise ambiental e a Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia (MME) e do Meio Ambiente e do Clima (MMA).

“Há uma dependência muito grande da construção com órgãos ambientais, mas com a primeira descoberta talvez possamos ver um ritmo melhor”, acrescentou Moreira Neto.

Em entrevista à Broadcast, o professor da PUC-Rio e ex-diretor-geral da ANP David Zylbersztajn afirmou que a Margem Equatorial poderá alterar a geopolítica econômica do País caso se confirme como uma nova província petrolífera.

“Você vai mudar a geopolítica nacional em termos de poder econômico, industrial, porque se ali virar efetivamente uma província petrolífera, pode ser um novo caminho de redenção econômico-social da região”, disse.

Compartilhe:
TAGS foz do amazonas Margem Equatorial petrobras
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten