Porto de Santos
Operação para retirar navio Prof. Besnard vai custar R$ 8,6 milhões
Contrato foi celebrado de forma emergencial entre a APS e a empresa Marfort Serviços Marítimos e envolve mergulho, içamento e metodologia para reflutuação
A operação para retirar o navio Prof. W. Besnard após adernamento no Porto de Santos (SP) vai custar R$ 8,6 milhões. A informação consta no Diário Oficial da União desta terça-feira (31).
O contrato tem vigência de seis meses e foi celebrado de forma emergencial entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a empresa Marfort Serviços Marítimos, e abrange plano de mergulho, segurança operacional, içamento, metodologia de reflutuação, contenção de poluição e docagem da embarcação em estaleiro para avaliação técnica sobre eventual recuperação, ainda que parcial.
Segundo a estatal que administra o complexo, a retirada do navio histórico, que adernou no último dia 13, deve começar ainda nesta semana.
O presidente da APS, Anderson Pomini, disse que a expectativa é que o reflutuamento ocorra em até quatro ou cinco dias, permitindo a estabilização da embarcação e reduzindo riscos operacionais na área. “Foi um processo de contratação emergencial, feita por análise de propostas apresentadas por cinco empresas, tendo sido escolhida a Marfort Serviços Marítimos”, explica Pomini.
A embarcação pertence ao Instituto do Mar, que recebeu o navio como doação da Universidade de São Paulo (USP), após anos de uso em pesquisas na Antártida. Mas, devido a situação emergencial declarada pela Capitania dos Portos, a APS assumiu a responsabilidade.
Parcialmente submerso, o Prof. W. Besnard permanece no cais do Parque Valongo, onde estava atracado há anos, sem uso.
A Marinha informou anteriormente que, no momento inicial, a embarcação não representava risco iminente à navegação, mas acompanhava o caso por meio de inquérito administrativo.
Projetos
O Prof. W. Besnard é um dos símbolos da oceanografia brasileira. O navio participou da primeira expedição brasileira à Antártida e realizou dezenas de missões científicas ao longo de sua trajetória, o que reforça seu valor histórico e institucional.
Entidades chegaram a estudar projetos para transformá-lo em museu, mas as ideias não saíram do papel.