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P-78 parte de Singapura rumo ao pré-sal e deve antecipar produção em Búzios
Transporte com tripulação permite manter sistemas ativos e reduzir o intervalo entre chegada e início da operação no campo da Bacia de Santos
A plataforma P-78 deixou o estaleiro Benoi, da empresa Seatrium, em Singapura, no último dia 13, com destino ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. O navio-plataforma será rebocado até a locação com tripulação a bordo, o que permitirá antecipar o início da produção em aproximadamente duas semanas. O transporte tripulado viabiliza a manutenção de sistemas operacionais, a continuidade do comissionamento e o treinamento das equipes, reduzindo o intervalo entre a chegada da unidade ao campo e o início da operação.
Antes da partida, no dia 30 de junho, as diretoras da Petrobras Sylvia Anjos (Exploração e Produção) e Renata Baruzzi (Engenharia, Tecnologia e Inovação) visitaram a plataforma no estaleiro em Singapura, durante cerimônia que marcou a liberação da unidade para o trajeto até a locação definitiva.
Com capacidade de produção de 180 mil barris de petróleo e compressão de 7,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a P-78 tem previsão de entrada em operação em dezembro. A unidade vai ampliar em cerca de 18% a capacidade instalada do campo de Búzios, atualmente em aproximadamente 1,15 milhão de barris por dia.
Localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de até 2.100 metros, o campo de Búzios já conta com seis unidades em operação: P-74, P-75, P-76, P-77, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. A P-78 será a sétima plataforma do campo e está prevista para operar com 13 poços: seis produtores (dois deles com possibilidade de conversão para injetores), seis injetores WAG (injeção alternada de água e gás) e um injetor de gás. A interligação será feita com dutos rígidos de produção, injeção e exportação, além de dutos flexíveis para linhas de serviço e gás lift.
A construção do casco foi realizada em estaleiros nas cidades de Yantai e Hayang, na China, e em Ulsan, na Coreia do Sul, onde também foi feita a integração dos blocos. Posteriormente, o FPSO foi transferido para Singapura, onde foram concluídas a integração e o comissionamento dos módulos de topside, fabricados no Brasil (no estaleiro Seatrium Angra dos Reis, antigo Brasfels), China e Singapura.
Durante a cerimônia, as diretoras da Petrobras destacaram a relevância do projeto e o cumprimento do cronograma de entrega.