Portos
Pecém terá energia em terra para navios atracados
Sistema de shore power começa a operar em setembro e permitirá reduzir o uso de motores auxiliares a diesel durante a permanência das embarcações no terminal
O Complexo do Pecém, no Ceará, passará a oferecer a partir de setembro o serviço de shore power, sistema que permite o fornecimento de energia elétrica em terra para embarcações atracadas. A infraestrutura está sendo implantada no Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT).
Com a nova estrutura, navios conectados ao sistema poderão utilizar energia da rede terrestre durante a permanência no porto, reduzindo a necessidade de manter motores auxiliares a diesel em funcionamento enquanto estiverem atracados.
O projeto também prevê infraestrutura elétrica para guindastes MHC, utilizados nas operações de carga e descarga. A adaptação permitirá ampliar o uso de energia elétrica em equipamentos portuários que hoje ainda operam com diesel.
O Complexo do Pecém já fornece energia a rebocadores atracados. A implantação do shore power ampliará esse tipo de atendimento para outras embarcações e operações realizadas no terminal.
Segundo o complexo portuário, a estimativa é que o novo sistema contribua para uma redução anual de 796 toneladas nas emissões de dióxido de carbono (CO₂).
Atualmente, cerca de 65% das operações portuárias no Pecém já são eletrificadas e utilizam energia renovável certificada. Entre os equipamentos abastecidos por eletricidade estão guindastes usados na movimentação de contêineres e placas, além de correias transportadoras.
A adoção do shore power faz parte do processo de eletrificação das operações do complexo, localizado entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza.
A tecnologia vem sendo adotada em diferentes portos como uma alternativa para reduzir emissões locais durante a permanência dos navios no cais, principalmente em operações nas quais os motores auxiliares permaneceriam ligados para atender à demanda de energia de bordo.
No caso do Pecém, a expansão do uso de energia elétrica alcançará também equipamentos de apoio à movimentação de cargas, ampliando a participação da eletrificação nas atividades do terminal.