Petróleo e Gás
Petrobras anuncia redução do preço de gás natural em 0,9%
Segundo a estatal, a variação efetiva por distribuidora vai depender da adesão ao mecanismo temporário, que introduz piso e teto para o petróleo Brent no cálculo do gás
A Petrobras informou que vai aplicar uma redução média de 0,9% nos preços de venda da molécula de gás natural em relação ao início do trimestre anterior, caso tenha adesão de todas as distribuidoras ao mecanismo temporário de proteção à volatilidade anunciado pela companhia em 30 de junho. O novo preço passou a valer a partir de 1º de agosto.
Segundo a estatal, sem a aplicação desse mecanismo, que introduz bandas de preço (piso e teto) para o petróleo Brent no cálculo do gás vendido às distribuidoras, o reajuste médio seria de aumento de cerca de 11,8%.
Os contratos de venda de gás natural preveem atualizações trimestrais da parcela do preço vinculada à molécula e, tradicionalmente, relacionam a variação às oscilações do Brent e do câmbio. Desde o início de 2026, a fórmula passou a considerar também a variação do Henry Hub.
No período de aferição usado para o reajuste, a Petrobras apontou que a referência do Brent subiu aproximadamente 23,3%, enquanto o Henry Hub caiu cerca de 15,4%. No mesmo intervalo, o câmbio teve apreciação de 4,0%, com redução da quantia em reais necessária para comprar um dólar.
A companhia ressaltou que a variação efetiva por distribuidora vai depender da adesão ao mecanismo temporário, dos produtos contratados e dos volumes retirados, além de considerar prêmios de Incentivo à Demanda e Performance criados pela Petrobras a partir de 2024.
A estatal também reforçou que o preço final ao consumidor depende de outros componentes, como transporte, portfólio de suprimento e margens das distribuidoras (e, no caso do Gás Natural Veicular – GNV, dos postos), além de tributos e da aprovação das tarifas pelas agências reguladoras estaduais.
Mistura
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta terça-feira que se reunirá com o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), para tratar do questionamento sobre a legitimidade das medidas obrigatórias para a aprovação da elevação da mistura do etanol na gasolina de 30% para 32%, como aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em julho.
A representação em análise no TCU questiona se foram observados todos os requisitos técnicos e regulatórios previstos para a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina.
Entre os pontos levantados estão a suficiência dos testes realizados e os potenciais impactos da medida sobre motores e equipamentos. Múcio afirmou que defenderá, perante a Corte, que o histórico de aumentos graduais da participação de biocombustíveis na matriz de combustíveis do País demonstra a segurança e a eficácia da medida.
“Estamos discutindo por que houve o questionamento na Corte. O biocombustível é um produto brasileiro, desenvolvido por brasileiros e nós ficamos criando problemas. Já houve experiências. Quando isso vai pra rua, porque já fizeram experiência, quando a coisa funcionou. Tem muitos técnicos envolvendo isso e isso não é uma coisa recente”, afirmou o ministro à jornalistas depois de sua participação em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Múcio disse ainda que há a “boa vontade” do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em manter a mistura. “O ministro de Minas e Energia tem uma boa vontade para que essa mistura aumente e possa ficar até o final do ano aumentando mais.”