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Jornal BE News - Edição de Hoje

Petróleo e Gás

Petrobras compra área da Bacia de Campos

Atualizado em: 28 de April de 2026 às 10:40
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Acordo prevê a aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos

A Petrobras fechou um acordo para a aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta (Concessão BC-10), na Bacia de Campos, detida pelas empresas Shell, ONGC e Brava. O Campo de Argonauta detém 0,86% da jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, relacionada ao Acordo de Individualização da Produção (AIP) vigente desde 1º de agosto de 2025.

O valor total pago será de R$ 700 milhões mais US$ 150 milhões, em três parcelas. A primeira parcela, no valor de R$ 100 milhões, será paga no fechamento da operação (closing). Já a segunda parcela, no valor de R$ 600 milhões, em 15 de janeiro de 2027 ou no closing, o que ocorrer mais tarde; enquanto a terceira parcela, no valor de US$ 150 milhões, será paga dois anos após o closing. Os valores estão sujeitos a ajustes de preço definidos no contrato.

Após a conclusão da operação, a Petrobras passará a deter 98,11% de participação na Jazida Compartilhada de Jubarte, enquanto a União, representada pela PPSA, manterá sua participação de 1,89% referente à extensão da jazida para áreas não contratadas.

“A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o Plano de Negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis”, disse a estatal em fato relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) há pouco.

A petrolífera ainda explicou que, com o fechamento da transação, será encerrado o processo de negociação para equalização entre Petrobras, Shell, ONGC e Brava. A operação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes previstas no contrato de compra e venda, incluindo a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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