terça-feira, 06 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Nacional

Petrobras investe R$ 2,6 bilhões em navios e fertilizantes na Bahia

Atualizado em: 11 de October de 2025 às 8:37
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Construção de seis embarcações offshore e retomada da Fafen prometem gerar mais de 6 mil empregos e fortalecer a economia local

A Petrobras anunciou a construção de seis embarcações de apoio marítimo offshore e a retomada das atividades da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Bahia, em um pacote de investimentos de R$ 2,6 bilhões que simboliza a reativação da indústria naval e do setor de fertilizantes no estado. As iniciativas foram detalhadas na quinta-feira (9), em cerimônia no Estaleiro Enseada, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do governador Jerônimo Rodrigues e de ministros de Estado.

As seis embarcações, do tipo ORSV (Oil Spill Response Vessel), serão construídas no Estaleiro Enseada pela empresa CMM Offshore Brasil, e posteriormente afretadas para a Petrobras. Os navios são especializados em atividades de controle de vazamentos em alto-mar e representam um investimento de R$ 2,58 bilhões, com previsão de quatro anos de construção e 12 anos de operação para cada contrato. A estimativa é de 5,4 mil empregos diretos e indiretos e o uso mínimo de 40% de conteúdo local na fabricação dos equipamentos.

As novas embarcações serão dotadas de sistemas de propulsão híbrida, combinando motores elétricos e baterias com geradores movidos a diesel e biodiesel, além da possibilidade de conversão futura para etanol ou metanol. A tecnologia permitirá reduzir em até 25% as emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Magda Chambriard ressaltou que o contrato com o Estaleiro Enseada faz parte de um movimento mais amplo de reindustrialização no setor naval. “Há cerca de dez anos o setor naval na Bahia foi deixado de lado, causando perda de empregos e queda de arrecadação para o estado. Estamos retomando investimentos que não deveriam ter sido abandonados e assim viabilizando projetos importantes para a Petrobras, com impacto direto na geração de empregos, desenvolvimento industrial e fortalecimento da cadeia produtiva local”, afirmou.

A presidente da Petrobras destacou ainda que a companhia já avançou na contratação de 44 das 48 embarcações planejadas para construção no Brasil, em diferentes estaleiros. “Só para lembrar vocês, nós ficamos oito anos sem que a Petrobras fizesse uma única demanda à indústria naval brasileira. O que nós estamos retomando, portanto, não tem preço”, disse. No total, a estatal está investindo na fabricação de 22 novas embarcações de apoio offshore, sendo 12 do tipo PSV (Platform Supply Vessel) e 10 do tipo ORSV, das quais seis serão produzidas na Bahia.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o impacto social dos projetos em curso. “Aqui, no Estaleiro Enseada, renascem quase 7 mil empregos diretos de qualidade. Salários dignos para melhorar a vida das famílias. Mais de 90% dos postos de trabalho estão sendo ocupados por gente daqui, do Recôncavo Baiano. Mão de obra local, benefício local”, declarou.

O presidente Lula também fez referência à importância simbólica e econômica da retomada da indústria naval. “Estou aqui para recuperar a indústria naval brasileira, mas os caras que deixaram um estaleiro dessa magnitude parado deveriam ser presos por causarem prejuízos à população brasileira”, afirmou.

Fábricas de fertilizantes

Além da construção das embarcações, a Petrobras confirmou a retomada das operações das Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Bahia e de Sergipe, com reinício das atividades previsto até o fim de 2025. As plantas vão produzir amônia, ureia perolada e ARLA-32, e o contrato de operação inclui também os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, em Candeias.

Na Bahia, o investimento previsto para reativar a Fafen é de R$ 38 milhões, com geração de 750 empregos diretos. Os mesmos valores estão previstos para a unidade de Sergipe. Juntas, as duas fábricas e a Araucária Nitrogenados (ANSA), instalada no Paraná, responderão por 20% da produção nacional de fertilizantes consumidos pelo agronegócio. Segundo Magda Chambriard, uma nova fábrica em construção no Mato Grosso elevará esse percentual para 35% da demanda nacional.

Ainda no estado, a Petrobras e o governo da Bahia assinaram protocolo de intenções para utilização do canteiro de obras de São Roque do Paraguaçu em operações de acostamento e desmantelamento sustentável de plataformas de petróleo. A área poderá ser usada também para apoio à construção da Ponte Salvador-Itaparica. O canteiro, atualmente sem uso, conta com infraestrutura de cais para embarcações do tipo FPSO e semissubmersíveis, além de oficinas e alojamentos.

O protocolo prevê a utilização do espaço para acostamento temporário e descomissionamento parcial de plataformas, em alinhamento às demandas previstas até 2029, período em que diversas unidades da Petrobras deverão ser desativadas.

Compartilhe:
TAGS fertilizantes navios petrobras
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten