Petróleo e Gás
Petrobras renova e amplia contratos de petróleo com estatais da Índia
Acordos com IOC, BPCL e HPCL garantem fornecimento até março de 2027 e podem somar até 60 milhões de barris
A Petrobras renovou e ampliou contratos de venda de petróleo com as três principais refinadoras estatais da Índia, assegurando fornecimento até março de 2027. Os acordos envolvem a Indian Oil Corporation Limited (IOC), a Bharat Petroleum Corporation Limited (BPCL) e a Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL) e foram formalizados no contexto do India Energy Week, realizado em Goa.
Somados, os instrumentos comerciais estabelecem um potencial de venda de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro, com valor que pode ultrapassar US$ 3,1 bilhões, a depender das condições de mercado ao longo da vigência dos contratos.
Com a Indian Oil Corporation, maior refinadora estatal indiana, o novo contrato prevê o fornecimento de até 24 milhões de barris. O acordo tem validade inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. Já nos contratos com a BPCL e a HPCL, a Petrobras ampliou os volumes máximos negociados, que passaram de 6 milhões para até 18 milhões de barris em cada caso, mantendo vigência até março de 2027.
A Índia figura entre os maiores importadores globais de petróleo, com consumo estimado em cerca de 5 milhões de barris por dia. O país depende majoritariamente de importações para suprir sua demanda energética, o que o coloca como destino relevante para exportadores de óleo bruto.
Os contratos firmados dão continuidade a relações comerciais já existentes entre a Petrobras e as refinadoras indianas, ampliando volumes e estendendo prazos. As operações seguem os padrões do mercado internacional, com volumes efetivos e valores finais condicionados às necessidades das refinarias e às cotações internacionais do petróleo ao longo do período contratual.
Segundo informações divulgadas pela companhia, os acordos integram a estratégia de comercialização externa da estatal, que busca manter uma carteira diversificada de clientes e destinos para o petróleo produzido no Brasil. A atuação no mercado asiático tem ganhado peso em função do crescimento da demanda regional e da escala das refinarias locais.
As entregas previstas nos contratos serão realizadas conforme cronogramas operacionais acordados entre as partes, utilizando a infraestrutura logística já empregada nas exportações brasileiras de petróleo.