Petróleo e Gás
Petrobras vê parceria com Pemex como caminho natural no Golfo do México
Diretora de Exploração e Produção da estatal brasileira afirma que avanço de eventual acordo dependerá do potencial geológico das áreas
A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, ressaltou nesta terça-feira, 19, que, em uma eventual parceria com a Pemex (estatal mexicana de óleo e gás), “o caminho mais natural” seria a associação entre as empresas. Por outro lado, o avanço de qualquer acordo depende do potencial geológico das áreas.
“Se depender dos presidentes, esse acordo para prospectar petróleo em águas profundas no Golfo do México sairia logo. A parceria que eu estou vendo, principal, é exploração. Adicionalmente, os campos maduros. Mas é o que eu sempre digo: quem manda é a geologia”, disse ela, a jornalistas, durante evento, no Rio de Janeiro, sobre plataformas flutuantes de produção de petróleo (FPSO).
Em abril, uma comitiva da estatal viajou ao México para se encontrar com representantes da estatal mexicana de óleo e gás. A possibilidade de exploração e refino no país e a possibilidade de incremento da produção em campo maduro no local estiveram entre os temas tratados.
“O México precisa de novas áreas de produção. Eles produzem 1,8 milhão de barris de petróleo bruto por dia, e está declinante. A curva de declínio é que assusta. Quando tiver BID leilão de áreas, a gente pode analisar. Mas não deve ocorrer tão cedo, porque eles ainda precisam organizar o modelo”, explicou a diretora.
A diretora afirmou ainda que a Petrobras acompanha a reorganização do setor de óleo e gás no México antes de avaliar eventual participação em futuras rodadas de licitação no país. Segundo Sylvia dos Anjos, a estatal brasileira tem expertise consolidada em exploração em águas ultraprofundas, segmento considerado estratégico para possíveis projetos no Golfo do México. A executiva também citou que a companhia mantém estudos em andamento nas áreas de exploração, produção, refino e gás natural dentro das conversas iniciadas com a Pemex.
Projetos atrelados
Sylvia dos Anjos destacou há pouco que os projetos de exploração atrelados a plataformas flutuantes (FPSO), por meio de estruturas novas e revitalizadas, têm garantido resultados expressivos à estatal. Segundo a executiva, a companhia estuda a viabilidade de até duas plataformas do tipo FPSO no bloco de Aram, na Bacia de Santos.
“A carteira da Petrobras para FPSO é robusta”, disse ela. “Aram, na Bacia de Santos, que a presidente Magda Chambriard anunciou ontem, vamos ver um, quiçá dois FPSO. A gente está trabalhando, detalhando ainda o projeto”, complementou.
Ao anunciar investimentos voltados ao estado de São Paulo, a presidente da estatal disse na segunda-feira que a companhia pretende estabelecer poços produtores no bloco até 2030.
Sylvia ainda abordou a liderança da empresa em operação em águas profundas. “Nos últimos dez anos, foram 24 FPSOs”, elencou.