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Petrobras voltará a importar diesel em julho após três meses de autossuficiência
Presidente da estatal, Magda Chambriard, afirma que a retomada das importações será temporária e diz que a empresa estuda medidas para tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, admitiu nessa quinta-feira, dia 25, que a companhia precisará importar diesel em julho, encerrando um período de três meses em que conseguiu suprir a demanda nacional sem recorrer a cargas externas. A declaração foi feita durante a cerimônia de retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas (UFN-III), em Mato Grosso do Sul, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós não precisamos importar diesel nem em abril, nem em maio, nem em junho. Mas agora em julho teremos que importar. Mas só por enquanto, porque já estamos estudando, nesse quinquênio, como ser autossuficientes em diesel”, disse Chambriard.
A autossuficiência temporária foi sustentada por uma combinação de recordes de produção e adiamento de paradas de manutenção de refinarias durante o conflito no Oriente Médio. No primeiro trimestre do ano, a Petrobras registrou aumento de 6,7% na produção de derivados, com o fator de utilização do parque de refino chegando a 97,4%, maior nível desde dezembro de 2014. O diesel tipo S10 bateu recorde, com 512 mil barris por dia. Somando todos os tipos, a produção de diesel cresceu 7,7% sobre o primeiro trimestre de 2025, de 664 mil para 715 mil barris por dia. As vendas de diesel avançaram 0,7% no período, para 739 mil barris por dia.
Hoje, a Petrobras responde por cerca de 70% da demanda nacional de diesel; os 30% restantes são importados de forma regular. A retomada das importações em julho indica que o nível de produção interno, mesmo em patamar recorde, não sustenta a demanda no período sem o auxílio externo.
Investimento em fertilizantes
Na mesma cerimônia, Magda Chambriard anunciou investimentos de R$ 5 bilhões para concluir a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados de Três Lagoas, paralisada desde 2015 com 81% das obras prontas. A conclusão está prevista para 2029. Quando operacional, a unidade terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, o equivalente a cerca de 15% da demanda nacional por ureia. A presidente também sinalizou estudos para ampliar a participação da Petrobras no fornecimento de fertilizantes ao mercado doméstico, de 35% para 70% da demanda local.